Bem-vindo ao Hospício, por Francisco Escorsim


Bem-vindo ao Hospício

Quando decidi escrever neste espaço sobre a chamada “nova direita”, tinha apenas um objetivo: ler e resenhar os livros publicados por autores que a integram, gostem ou não dessa inclusão que é apenas constatação de um fato. Não demorou para perceber que não daria para falar dessas obras sem contextualizá-las melhor nas circunstâncias em que nasceram, o que me levou a rascunhar as origens da “nova direita”, destacando fatos e pessoas de importância fundamental para o que veio depois. Agora que cheguei à fase em que os livros começaram a ser publicados, compreendi por que, lá no início, achava que deveria começar as resenhas pelos livros do Alexandre Costa. Não, não é o fundador da Cacau Show. Quem é, então?

Entendo se você se fez essa pergunta. Alexandre Costa não faz questão de participar das turmas da “nova direita”, algo essencial se quisesse se tornar mais (re)conhecido dentro dela. Porque essa “nova direita” mal entrou na adolescência, época em que a falta de personalidade é mascarada por uma identidade grupal visceral. Por isso qualquer um que dela faça parte será inevitavelmente enquadrado como sendo desse ou daquele grupo, ainda que não faça parte de nenhum. O que mais temos na “nova direita”, aliás, são pessoas que se identificam muito mais por negativas e exclusões do que outra coisa. A começar por aqueles que são de direita por e para não serem de esquerda, seja lá o que a direita for. Daí o fenômeno bem comum de termos conservadores ou liberais que assim se identificam com uma dessas posições mais para não serem confundidos com a outra. Dê uma mirada em muitos perfis de neodireitistas nas redes sociais e verá a quantidade de orgulhosos conservadores e liberais que se orgulham mais do que não são do que por aquilo que seriam, se de fato fossem.

Vai nessa percepção menos uma crítica e lamento do que a constatação de um fato crucial que é, no meu entender, o ponto de partida para compreender a “nova direita” a partir da realidade concreta na qual surgiu, qual seja, num contexto de despertar cultural e político que leva primeiro a descobrir o que não se é nem se quer para só depois, se amadurecer, tornar-se quem deverá ser e sabendo pelo que lutar. O que a paralisação dos caminhoneiros revelou senão justamente que temos muito a reclamar sem saber direito o que pedir? Ou alguém aí da “nova direita” vai dizer que a greve foi boa quando resultou em tabelamento de preço e consequente aumento de tudo o mais para bancar uma única conta, a do diesel? Enfim, enquanto esse amadurecimento não acontece, se é que vai ocorrer, melhor lema não há para a “nova direita” do que o verso de uma música da Legião Urbana, típica banda para adolescentes: “Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto”.

Nesse contexto, o sujeito que desperta recebe da realidade um “bem-vindo ao hospício”, que também é o título feliz dado por Alexandre Costa ao seu segundo livro, editado pela Vide em 2016, e cuja leitura recomendo a quem quer antes se orientar na confusão em que vivemos do que correr para fazer parte do grupo que for. Volta e meia, aliás, recebo pedidos de recomendação do que dar para ler para quem “acordou” da anestesia do politicamente correto ou do esquerdismo ainda reinante. Quase sempre indico este livro. Porque Alexandre é didático, simples e “descomplicador”. Além disso, não fala desde o ponto de de vista da “direita” ou algo assim, mas desde o seu próprio ponto de vista de escritor espantado com a loucura reinante e tentando apenas expressá-la: “o objetivo deste livro é simplesmente reunir algumas destas observações, que estão muito mais próximos do espanto do que da indignação”.

Mas expressar algo é também dar-lhe uma forma que pode ser mais ou menos condizente com a realidade do que se expressa. No caso desse livro, o que vai ganhando forma à medida que avançamos na leitura é a do próprio tratamento da loucura que diagnostica. O apanhado de sintomas e exemplos de uma sociedade doente, que ele classifica em psicoses políticas, neuroses culturais e loucuras sociais, não é exaustivo, nem pretende ser, mas é suficientemente completo para que o leitor faça um diagnóstico de si e dos demais à sua volta e descubra que “nas doenças intelectuais que abordamos aqui elas nunca surgem sem que tenham sido influenciadas por uma espécie de ignorância histórica que costuma evoluir para o que podemos chamar de amnésia coletiva. Da ignorância e amnésia passamos à histeria e a praticamente todas as outras neuroses”.

Ignorância histórica se cura com conhecimento da história, é claro, mas quando a ideologização do senso comum chegou ao ponto em que chegou, o que seria até simples de se resolver, bastando interesse e força de vontade, tornou-se bastante complicado, sendo mais fácil e infelizmente comum o indivíduo confiar no conhecimento de alguns cuja autoridade não advém de outra fonte que não a do grupo ao qual agora passou a pertencer. Tipos assim acabam enlouquecendo também, é claro: “O meu tipo favorito de ‘doido destro’ (…) é aquele cara que acredita que o simples fato de ser aluno ou leitor esporádico de alguém reconhecidamente inteligente faz dele um sábio sem esforço, por osmose. Como se ele já soubesse tudo aquilo que seus professores sabem e não apenas o que ele aprendeu, assim que consegue repetir dez ou vinte afirmações verdadeiras abandona o seu passado e troca de ‘roupa intelectual’. Logo após algumas postagens bombásticas no Facebook passa a agir (e pensar!) como um conselheiro independente que a sociedade deve ouvir caso queira estabelecer a paz, a moral e a civilização, essas coisinhas simples”. Por isso o autor tem toda razão em avisar: “Não pense o leitor que a insanidade é um monopólio da esquerda”.

Ao fim do livro, Alexandre dá um relato pessoal que nos serve de exemplo de como curar a ignorância histórica: começando por compreender melhor a sua própria história de vida. Ao escrever o livro, Alexandre se deu conta que, depois de décadas trabalhando em vários empregos e ramos profissionais, muito desses anos em editoras, um único espanto perpassa sua vida e o move a escrever: “o espanto de perceber como grande parte das pessoas da minha geração, seja no campo profissional ou pessoal, se afasta da realidade em busca do conforto da adequação. Vi isso acontecer diante do meus olhos: o sujeito enlouquece só para não ofender os outros loucos”.

É por isso que costumo recomendar a leitura desse livro do Alexandre aos recém-despertados nesse hospício em que vivemos. Porque ele dá um exemplo não só de alguém que não enlouqueceu para se adequar ao que quer que seja, como também de quem assumiu sua vocação, no caso a de escritor, tendo consciência de sua capacidade e limitações. Para compreender melhor esse exemplo é preciso falar também do seu primeiro livro, Introdução à Nova Ordem Mundial, editado por conta própria em 2013 e com uma segunda edição revista e ampliada publicada pela Vide em 2015. Se Bem-vindo ao hospício foi fruto de um espanto, este foi resultado de uma curiosidade de tentar entender o evento histórico mais relevante do século 21 até o momento: o atentado de 11 de Setembro nos EUA.

Isso o levou a descobrir e começar a conhecer o que se convencionou chamar de Nova Ordem Mundial, que segundo o autor “é um conjunto de iniciativas que visam a implantação de um governo mundial estruturado em camadas, mas centralizado em uma entidade global – talvez a ONU, talvez uma que venha a ser criada”. O livro, porém, não é uma análise desse fenômeno, mas uma coletânea das informações colhidas em mais de dez anos de estudos cujo objetivo é o de “servir de porta de entrada para a compreensão da mudança civilizacional que atravessamos. (…) Por serem bastante objetivas, as descrições não se aprofundam o suficiente, mas até por uma questão de credibilidade diante do desconhecido, o intuito é que o leitor faça por si mesmo uma pesquisa mais completa”.

O livro é realmente introdutório e tem um mérito que poucos possuem: diz muito com muito pouco. A edição que possuo, a primeira, tem pouco mais de 100 páginas, mas a quantidade de informações é tanta que somente um bom escritor conseguiria compactá-las de uma forma facilmente compreensível e, mais importante, sugestiva, a incentivar o leitor a descompactar muitas delas e estudar por conta própria. E este é o leitor que Alexandre gostaria de ter: “Meu leitor ideal é aquele que busca a confirmação ou refutação antes de formar juízo sobre a informação recebida. Tenho observado que as pessoas que pensam assim tendem a compreender melhor, em menos tempo e com mais profundidade”. Ele próprio dá exemplo de ser alguém assim.

Tive o prazer de conhecer o autor quando veio a Curitiba lançar seu primeiro livro, em 2013, na saudosa Livraria Danúbio. Temia encontrar um louco, pois era preciso estar maluco para querer publicar um livro por conta própria tendo por assunto algo tão vasto e complicado assim. Como a livraria estava cheia, fiquei esperando do lado de fora lendo o livro e já no primeiro parágrafo meu medo começou a se dissolver ao ler: “Não possuo qualquer autoridade no assunto e não tenho credencial que avalize o trabalho por antecipação”. Quando o evento na livraria acabou e pude conhecê-lo pessoalmente, o que mais me chamou a atenção foi sua humildade. De louco ele não tinha nada, era apenas corajoso de dar a cara a tapa com seu livro e esperar que, se alguma autoridade possuía, ela lhe seria conferida pelo próprio trabalho, mais nada. Depois desses dois livros e com mais dois no forno para este 2018, com promessa de um futuro romance, posso afirmar que a autoridade de Alexandre Costa só tende a crescer. Azar de quem não o conhecer.

Artigo publicado originalmente na Gazeta do Povo em 05/06/2018.

Francisco Escorsim é advogado, professor e palestrante. Escreve na Gazeta do Povo.


Para comprar o livro Bem-vindo ao Hospício:





Por que a imprensa odeia Bolsonaro? (Vídeo)


Qualquer um percebe a tentativa desesperada de destruir a imagem do candidato Jair Bolsonaro, mas alguns ainda não sabem que por trás do ódio descontrolado e cada vez mais descarado tem um motivo bem $imple$.



Lavagem cerebral em capítulos




A manipulação de notícias tem sido um dos métodos de controle e manutenção do poder desde o surgimento da imprensa. Junto com a omissão das informações inconvenientes ou desagradáveis, distorcer a divulgação dos fatos de acordo com objetivos pré-determinados sempre funcionou melhor do que inventar acontecimentos. É menos arriscado do que a invenção pura e simples porque evita desmentidos que podem ser catastróficos, e permite reajustes em caso de desmascaramento. Esta regra tem funcionado muito bem para o jornalismo que pretende moldar a percepção do público no curto prazo. O trabalho de invenção fica a cargo da outra ponta da estratégia e visa resultados de médio ou longo prazo.

Quando os objetivos não se resumem a influir em decisões imediatas e buscam interferir de maneira mais duradoura nas percepções da audiência, a narrativa ficcional oferece resultados mais interessantes para os manipuladores. A distorção das notícias pode impactar de modo mais visível e conseguir respostas praticamente instantâneas, mas a ficção tem a capacidade de influenciar de maneira muito mais profunda, embora suas consequências possam aparecer de forma mais lenta.

Conciliar estas duas formas de manipulação costuma oferecer resultados muito próximos da perfeição. A ficção prepara o substrato que vai reagir às notícias conforme os interesses não declarados.

No caso do Brasil podemos identificar esta prática sendo aplicada diariamente. Enquanto as novelas, séries e filmes fornecem a matéria-prima que vai povoar o imaginário da população, a falsificação de notícias tende a provocar as reações desejadas, no momento adequado aos objetivos planejados. 

Este método de manipulação que utiliza a ficção e a “realidade” de maneira conjunta para moldar comportamentos e transformar a sociedade pode ser usado por razões políticas, mas funcionam ainda melhor quando dirigidos para questões de ordem moral ou social.

Ainda na década de 1960 tem início um processo de inserção de pautas contrárias aos valores comuns à sociedade. Mais tarde, com o fim do governo militar essa técnica foi aprimorada. Dezenas de novelas começam tratando o tema de forma paralela e expondo seu potencial polêmico, depois seguem avançando lentamente a sua importância dentro da trama e provocando debates públicos, colocando no centro da discussão assuntos que antes não faziam parte dos interesses da população. Em seguida o noticiário pinça exemplos que confirmam a “tendência” e extrapolam a sua relevância, tornando o tema cotidiano e inquestionável. Com o imaginário preenchido a aceitação da notícia encontra terreno fértil e diminui a resistência. Daí em diante a pauta se mantém, ganha notoriedade e o medo do isolamento atrai até mesmo aqueles que não concordam com ela, um fenômeno explicado no livro A Espiral do Silêncio, de Elizabeth Noelle- Neumann.

Em 1992 a TV Globo lançou uma minissérie chamada Anos Rebeldes. Consistia em uma visão romanceada do regime militar, que ali era chamado de “Anos de Chumbo”. Muito bem produzida e recheada de mulheres bonitas e jovens idealistas e corajosos, a peça de ficção rapidamente conquistou grande audiência. Além dos telespectadores cativos que a emissora sempre teve no horário, a dinâmica aventureira e a rebeldia embelezada capturaram também a atenção dos jovens, até então avessos a este tipo de programa.

A série durou dois meses e paulatinamente foi aprofundando a trama até chegar ao maniqueísmo pretendido: jovens que só tinham amor no coração lutando contra velhos militares malvados. Com o assunto instalado na mente das pessoas e, portanto, na pauta das conversas, vieram as edições do Globo Repórter e especiais do Fantástico confirmando cada detalhe do roteiro. Primeiro validaram os cenários e o figurino, fortalecendo a credibilidade do programa, e depois a história inteira. Pronto, estava montada toda uma narrativa que ainda permanece na mente da maioria da população brasileira, mesmo para aqueles que não assistiram e nem mesmo ouviram falar da produção.

O sucesso desta empreitada influenciou diversas outras iniciativas e foi evoluindo com o passar do tempo, culminando em Malhação, uma máquina de moldar mentalidades jovens que já existe há 26 anos e faria inveja a Pavlov, Goebbels ou Mengele. Malhação é o mais eficiente experimento de lavagem cerebral já produzido no Brasil, e como seu foco é a juventude, inexperiente, rebelde e imediatista por natureza, seus efeitos podem ser observados sem muita dificuldade: tudo aquilo que é inserido na novelinha apresenta resultados praticamente automáticos, bastando apenas um reforço do jornalismo militante. Todas as tendências e modas “sugeridas” de forma ostensiva ou sutil tornam-se padrão entre boa parte dos jovens que nem percebem que estão sendo conduzidos por aqueles que julga odiar. Curiosamente, os mesmos estudantes teleguiados que, obedecendo a partidos políticos vão à porta da emissora gritar “o povo não é bobo, abaixo a rede Globo” repetem as gírias, roupas e penteados lançados em Malhação.

Estes exemplos mostram como a estratégia de conciliar a ficção ideológica com jornalismo tendencioso tem funcionado com eficiência notável, especialmente entre os jovens. Mostram também que para sanear a mente das próximas gerações será preciso muito mais do que melhorar a propagação das notícias, mas principalmente construir um novo imaginário, um trabalho infinitamente mais complexo.


Alexandre Costa é autor dos livros Introdução à Nova Ordem Mundial, Bem-vindo ao Hospício e O Brasil e a Nova Ordem Mundial.

Texto publicado originalmente na revista Estudos Nacionais  (2018)

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Criminalidade, Audiências de Custódia e o mundo mágico dos ingênuos

Audiência de Custódia de Adélio Bispo, que esfaqueou Bolsonaro

Para quem ainda acredita que o problema da criminalidade desenfreada pode ser resolvida com abraços na lagoa ou soltando pombinhas, seguem os vídeos do Canal Brasileirinhos, que demonstram o caminho insensato que estamos percorrendo rumo ao caos absoluto.

Brasileirinhos 5 (Parte 1: nego é mau)



Brasileirinhos 5 (Parte 2: mortos fardados)


Brasileirinhos 5 (Parte 3: Vai todo mundo morrer)




Postagem recente que fiz no Facebook para divulgar os artigos de uma leitora:

Quem me acompanha sabe que considero a criminalidade o pior problema brasileiro. Não consigo pensar em algo mais grave do que 60.000 homicídios e 70.000 estupros por ano, por isso custo a entender a ingenuidade das pessoas que acreditam que esse problema será resolvido repetindo os remédios que estão matando o paciente. Na minha visão, esta questão deveria estar no centro da discussão eleitoral, mas sabemos que apenas um candidato (#EleSim) parece querer enfrentar esse problema.
As abomináveis audiências de custódia servem como exemplos dessas distorções que tomaram conta do debate sobre segurança pública. Além de incentivar a reincidência e revoltar as vítimas, desmoralizam as instituições e desmotivam os agentes que ainda se esforçam para combater e punir os criminosos.
A Promotora de Justiça Cláudia R Morais Piovezan está abordando o assunto com inteligência, conhecimento de causa e texto refinado. É uma honra ter uma leitora tão brilhante e qualificada.

Trecho do primeiro de três excelentes artigos: (links logo abaixo):
"De acordo com a justificativa inicial, o objetivo seria verificar a legalidade da prisão e se o preso sofrera violência policial, o que sempre fora realizado por meio da comunicação do flagrante para o juiz e para o promotor de justiça. No entanto, a justificativa inicial guardava um segredo, pois o que aparentava ser um inocente doce era, na verdade, um bombom envenenado, pois, em 09 de abril de 2015, foram assinados três acordos de cooperação entre CNJ, Ministério da Justiça e, vejam só, Instituto de Defesa do Direito de Defesa* que tinham por objetivo incentivar a difusão do projeto Audiências de Custódia em todo o País, o uso de medidas alternativas à prisão e a monitoração eletrônica buscando combater a “cultura do encarceramento” que alegavam ter se instalado no Brasil. Ou seja, os acordos firmados pelo CNJ logo após o início do projeto da audiência de custódia já demonstraram a quem e a que servia o malfadado ato judicial."
Obs *: O Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) é uma ONG idealizada por Márcio Thomaz Bastos. Precisa dizer mais alguma coisa?

Artigos da Promotora Cláudia R. Morais Piovezan:


Espiral do silêncio – Prefácio – Alexandre Costa

Capa do livro de Elisabeth Noelle-Neumann


Título: A Espiral do Silêncio - Opinião Pública: Nosso Tecido Social
Autora: Elisabeth Noelle Neumann
Editora: Estudos Nacionais
Edição: 1ª - Agosto de 2017
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 340
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Prefácio - Alexandre Costa


A democracia não é uma dádiva. Nem no sentido de perfeição, muito menos no sentido de presente. Para ser verdadeira e estável, a dinâmica democrática exige que os seus pressupostos sejam constantemente aperfeiçoados e defendidos.  

Entre os princípios que constituem uma sociedade democrática está a liberdade de expressão, que consiste na materialização da liberdade da consciência, e é, portanto, fonte de todas as outras liberdades e condição sine qua non para a existência de uma coisa chamada individualidade humana.

Bem no meio dessa intrincada rede de sustentações composta de direitos e deveres, coletivos e individuais, encontra-se a “opinião”, essa palavra muito usada e pouco compreendida, que serve a variados propósitos e que frequentemente é alçada ao Olimpo sem a exigência da sua adequação à realidade.

Nos últimos anos tem aumentado o espaço e a relevância das opiniões pessoais. Tudo passou a ser nivelado como opinião, desde palpites espontâneos a escolhas racionais, passando por reflexos condicionados e palavras de ordem. Com o crescimento e a onipresença das redes sociais, o espaço e o acesso à opinião aumentaram consideravelmente, o que torna o assunto ainda mais importante para qualquer um que pretenda entender o panorama sócio-político.

Diante da importância cada vez maior destas novas formas de comunicação, que permitem a publicação das manifestações pessoais sem qualquer exigência de contrapartida, torna-se imprescindível refletir sobre a essência e os acidentes relacionados à formação, influência, cristalização e repercussão da opinião.

Em meus estudos sobre a cronologia dos planos de constituir um governo mundial, notei que ao longo do tempo um fator foi particularmente aprimorado com mais afinco que os demais. Depois de alguns projetos baseados principalmente na força militar, econômica e política, as iniciativas visando convencimento, persuasão e qualquer outro tipo de influência tornaram-se o foco das atenções destes planejadores, e por fim mostraram-se mais eficientes que os fuzis e as legislações. Mesmo quando comparada a outros aspectos como sistemas econômicos e iniciativas políticas, nenhuma outra área recebeu mais atenção daqueles que desejam controlar o mundo inteiro.

Como a eficácia deste tipo de iniciativa depende de um certo grau de discrição, a maioria das pessoas nem imagina que por trás de toda comunicação global, principalmente nos assuntos vitais e estratégicos, existe uma intenção deliberada de interferir na opinião das pessoas, com  técnicas, métodos e experimentos. Na verdade poucos sabem que o controle da opinião pública é tema de inúmeros estudos e tem sido beneficiado com financiamentos de valores incalculáveis.

Qualquer um que tenha pesquisado sobre os regimes totalitários que inspiraram os projetos que hoje são conhecidos como Nova Ordem Mundial sabe que a questão da manipulação da opinião é central nesse processo. De Antonio Gramsci à Escola de Frankfurt, passando por diversos outros pensadores, fica evidente que a estratégia mudou drasticamente após os fracassos dos regimes soviético e nazista. O foco, que era “mudar a sociedade de cima para baixo”, transformou-se em uma série de iniciativas que têm como objetivo mudar antecipadamente o pensamento do indivíduo e desta forma enfrentar menos resistência para as futuras implantações.

Basta pensar um pouco para perceber que de nada adianta lutar contra as iniciativas políticas e econômicas que compõem estes planos sem conhecer a estratégia insidiosa que se esconde na comunicação de massa. E assim que eu percebi que esta era a chave para compreender o panorama e prever os rumos das decisões políticas, passei a procurar pelos estudos sobre o tema. O que eu não esperava é que a maioria dos estudos mais sérios e documentados sobre a influência da comunicação na formação das opiniões levava a um assunto ainda mais específico e profundo, a Espiral do Silêncio.

A autora deste estudo, que serviu a muitos outros sobre ciência política, opinião pública e mídia é uma professora alemã, Elisabeth Noelle-Neumann, nascida em Berlim em 1916 e falecida em 2010. Seus estudos, iniciados ainda na década de 1960, demonstram, de forma objetiva e indiscutível, que a psicologia humana obedece a certos preceitos para a formação da opinião, seja pública ou individual.

Olavo de Carvalho, que foi o grande responsável por aprofundar as questões levantadas por Noelle-Neumann no Brasil, explica a peculiaridade desta questão eminentemente psicológica, que atinge o imaginário e talvez até o subconsciente das pessoas. O filósofo sintetiza a Espiral do Silêncio como um jogo de impressões e de emoções vagas, e não um processo de doutrinação ideológica. Tal característica exige uma observação muito mais atenta e um estudo mais apurado, o que torna este livro ainda mais necessário.

Como já estava habituado a não encontrar no Brasil alguns dos livros essenciais ao assunto que pesquisava, principalmente aqueles que desmontam ou simplesmente questionam as argumentações do status quo, não foi uma surpresa descobrir que o livro ainda não tinha uma edição brasileira.

Décadas depois, portanto, chega ao Brasil o livro que traz todas as informações necessárias para a compreensão dessa estratégia e que permite, ao leitor atento, imunizar a sua percepção de forma a não ser mais um idiota-útil.

Partindo de pesquisas realizadas nas eleições alemãs entre 1965 e 1971, a autora percorre um longo e detalhado caminho, mostrando passo a passo o funcionamento dos mecanismos que influenciam o posicionamento e a tomada de decisões.

Todo estruturado como uma aula, o livro lançado agora no Brasil pela editora Estudos Nacionais traz todas as etapas necessárias para a compreensão do que vem a ser a Espiral do Silêncio e suas entranhas.

O livro começa apresentando as ferramentas que serão utilizadas, avança para abordagens mais diretas sobre as questões relacionadas à opinião, suas características e particularidades, tudo com absoluta transparência e obedecendo a rigoroso método científico.

Logo no início o leitor já entende o que é, como funciona e quais os métodos utilizados, levantando hipóteses e abrindo para  uma abordagem muito profunda sobre o poder de influência do que a autora chama de isolamento, a força ativadora da Espiral do Silêncio.
Os capítulos vão se desenvolvendo de forma organizada e didática, com experimentos, entrevistas e cruzamento de dados entre vários estudos, tudo sustentado com uma enxurrada de exemplos.

Em menos de 30 capítulos Noelle-Neumann oferece a explicação de todo um sistema, que começa com a compreensão do tema central e continua com observações históricas e demonstrações práticas do seu funcionamento, o que permite ao leitor adquirir um aparato de conhecimentos e técnicas que vão abrir sua compreensão não apenas nas questões diretamente ligadas à ciência política, mas de toda comunicação de alguma forma relacionada com a opinião pública.

O ponto alto do livro, no meu entender, reside na capacidade da autora de entrar no tema sem se apegar a formalismos vazios ou academicismos desnecessários, mas vários outros aspectos merecem destaque.

Diluída em diversos momentos ao longo do livro, a demonstração da impossibilidade de avaliar a questão como uma simples fórmula matemática é outro ponto essencial do estudo. A opinião pública não é simplesmente a soma das opiniões pessoais e nem mesmo a média entre elas. A autora mostra detalhadamente como os mais variados fatores, muitas vezes desconexos e até mesmo aparentemente contraditórios, tendem a direcionar o pensamento e o comportamento de uma maneira que as pesquisas mais superficiais nunca poderiam ou poderão revelar. Com este olhar diferenciado o livro desmonta diversos métodos simplórios de aferição usados em pesquisas cotidianas e mostra como esses levantamentos também são usados para manipular a opinião pública.

Também merece registro o enfoque na observação da forma que as notícias são propagadas, jogando luz não apenas sobre o conteúdo transmitido, o que leva o leitor a compreender e identificar o corporativismo da imprensa, seus reais objetivos, muitas vezes não declarados, e seus métodos de manipulação, exagero e ocultação da informação circulante.

Este livro oferece ainda o mais precioso dos instrumentos para demonstrar que existe manipulação deliberada na transmissão da informação. E prova que a aplicação da Espiral do Silêncio não é espontânea e definitivamente não é um fato isolado. Esta questão é decisiva porque muitas pessoas intuitivamente desconfiam que existe algum tipo de manipulação das informações, mas só conseguem enxergar interesses pontuais sobre a distorção de uma notícia, sem perceber que existem ligações com várias outras.

Com o politicamente correto onipresente e a disseminação avassaladora das iniciativas de engenharia social, o lançamento da primeira versão brasileira deste clássico é motivo de comemoração para todos que tenham interesse em proteger a sanidade das suas opiniões e dos seus posicionamentos.

Boa leitura!

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Livro: O Brasil E A Nova Ordem Mundial


Lançamento: setembro / 2018

Segundo lugar em Política e Ciências Sociais da Amazon

"Em seu livro anterior, Introdução à Nova Ordem Mundial, Alexandre Costa apresentou-nos os principais personagens ligados aos diversos movimentos de tendências globalistas, trazendo a lume figuras e nomes em grande parte desconhecidos do grande público, mostrando que a idéia de domínio mundial é real e viva.
Agora neste novo livro, da mesma maneira didática e direta, o autor dá um passo adiante e nos faz entender, não somente as origens práticas e intelectuais desses mesmos movimentos, mas também seu modus operandi.
Alexandre ainda arremata seu trabalho incluindo uma análise, pioneira e impactante, de como o Brasil, em sua história e atualmente, se enquadra no contexto da Nova Ordem Mundial."  
Texto de apresentação de Fábio Blanco, advogado e escritor.

Com dedicatória: https://bit.ly/2wKtxnR
Vide Editorial: https://bit.ly/2LY0baY
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Por Que Saí do Goldman Sachs - Uma História de Wall Street




Indico este livro para quem pretende entender a estrutura bancária por trás da Nova Ordem Mundial. O testemunho de Greg Smith não apenas explica o funcionamento de uma das instituições mais poderosas do mundo, o Goldman Sachs, mas ilumina questões obscuras sobre o Federal Reserve, a bolsa de valores e os mecanismos que sustentam o poder dos metacapitalistas. Uma obra de muito valos para a compreensão do globalismo escrita de forma leve e agradável por alguém que esteve no olho do furacão.

Trecho:

“Ao longo dos anos 2000, Wall Street estruturou derivativos complexos para ajudar governos da Europa, como Grécia e Itália, a mascararem sua dívida e fazer seus orçamentos mais saudáveis do que de fato eram. Esses acordos geraram centenas de milhões de dólares de honorários para os bancos, mas no fim ajudaram esses países a empurrar os problemas com a barriga estrada afora. O fracasso de tratar dos problemas culminou na crise da dívida soberana europeia com que o mundo tenta lidar hoje.

(...) você não fala sobre os possíveis lados negativos para eles.  Esses ficam sepultados nas letras miúdas do aviso legal de dez páginas no final do contrato.
Comprar um desses produtos derivativos estruturados seria como entrar em uma loja e comprar uma lata de atum. Na lata está escrito claramente: ‘Atum Abelhão’, e ela exibe um pequeno logo bonitinho. Você vai pra casa, e na maior parte das vezes você desfruta de um atum delicioso. Mas digamos que um dia você chega em casa e encontra comida de cachorro dentro da lata. “Como pode isso?”, você se indaga. “Disseram que era atum”. Mas então você olha atrás da lata. Ali, em letra tão miúda que é quase ilegível, está impresso algo do tipo: ‘O conteúdo pode não ser atum. Pode conter comida de cachorro’. Os governos da Grécia e da Itália, a Autoridade Líbia de Investimentos, a cidade de Oakland, o estado do Alabama e incontáveis outras dotações e fundações abriram suas latas e encontraram comida de cachorro.”

Greg Smith, autor de Por Que Saí do Goldman Sachs, explicando o modus operandi dos bancos internacionais e a crise de 2008.

Sinopse oficial: Em março de 2012, Greg Smith publicou um artigo no jornal The New York Times intitulado 'Por que estou saindo do Goldman Sachs'. O texto rapidamente se espalhou pela internet, e provocou respostas enérgicas por parte do mercado financeiro e até do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.


A história começa no ano 2000, quando Smith, então com 21 anos, iniciou sua carreira no Goldman Sachs como estagiário, sendo apresentado ao princípio nº 1 dos negócios do banco: 'Os interesses de nossos clientes vêm sempre em primeiro lugar'. Esta frase permaneceu como o mantra de Smith ao longo de sua ascensão dentro da empresa, com uma carteira de clientes que administrava mais de três trilhões de dólares em ativos.

O autor detalha como o banco mais poderoso do mundo, que participou da abertura de capital de empresas emblemáticas como Ford, Sears e Microsoft, se tornou um vampiro, que se referia aos clientes como 'fantoches' e pagou a multa recorde de meio bilhão de dólares à Comissão de Títulos e Câmbio dos EUA. Smith mostra a transformação de Wall Street em uma indústria dividida por causa de conflitos de interesse e pela mentalidade do lucro acima de tudo, à custa do próprio sistema econômico e da sociedade como um todo.

Depois de falar com nove sócios do Goldman Sachs ao longo de um período de doze meses, Smith se convenceu de que a única forma de o sistema mudar seria por meio das declarações de alguém que já fez parte dele. Ele abandonou sua carreira e tomou a questão em suas mãos. Esta é sua história.

Sobre o Autor
Greg Smith pediu demissão do cargo de diretor-geral de Negócios Derivativos de Crédito do Goldman Sachs para a Europa, o Oriente Médio e a África no primeiro semestre de 2012. Nascido e criado em Johannesburgo, África do Sul, Smith se formou pela Universidade de Stanford antes de começar a trabalhar em tempo integral no Goldman Sachs, em 2001. Passou dez anos no escritório de Nova York até ser transferido para Londres, em 2011. Atualmente, mora em Nova York.

Páginas: 296
Editora: Leya - 2013


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As Memórias de David Rockefeller


Para quem pretende entender o globalismo, a Nova Ordem Mundial e os planos de governo totalitário que estão sendo implantados em um ritmo cada vez mais rápido, existem algumas obras fundamentais. Muitos deles são indicados nos meus livros Introdução à Nova Ordem Mundial e o mais recente, O Brasil e a Nova Ordem Mundial, lançado em agosto de 2018.

Com exceção dos meus, que foram feitos para funcionar como introduções que visam elucidar,  conectar e indicar novos caminhos para o estudo, a maioria dos trabalhos que abordam Nova Ordem Mundial e globalismo costumam criticar aspectos específicos da agenda.

Existe um livro, no entanto, que defende os projetos. Uma autobiografia que revela não apenas a agenda e os objetivos pretendidos pelos metacapitalistas, mas também ajuda a compreender a mentalidade dessas pessoas que estão por trás de todas estas iniciativas.

O livro Memórias, escrito por David Rockefeller em 2002, reúne, abertamente ou nas entrelinhas, a mais importante confissão do que eles pretendem. Quem lê este livro percebe como é ingênuo aquele que considera a Nova Ordem Mundial uma lenda ou uma teoria da conspiração.

Membro de uma das mais ricas e mais poderosas famílias do mundo, David, o neto de John D. Rockefeller que foi presidente do Chase Manhattan e principal dirigente dos braços financeiros da família durante décadas, expõe nesta obra todos os tentáculos controlados pela dinastia.

Costumo indicar este livro poque talvez seja o mais importante documento sobre Nova Ordem Mundial.

Memórias (Memoirs) - David Rockefeller (Editora Record)

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Entenda os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU



"Agenda 2030 é uma iniciativa da ONU, criada para submeter os países membros aos padrões adequados à implantação de um futuro governo mundial. Sua área de atuação é tão ampla que seus 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) alcançam praticamente todas as condutas humanas. Como estão sendo exigidos como contrapartida para a oferta de crédito internacional, os ODS serão enfiados goela abaixo dos países que paulatinamente vão restringir o direito individual e destruir a autonomia das suas empresas e as suas soberanias nacionais.

A origem deste plano globalista por excelência é outra questão que merece atenção. A Agenda 2030 é uma consequência da Agenda 21, surgida após a ECO 92, que contou com patrocínio e gigantesco apoio dos Rockefeller. Por sua vez, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ficou conhecida como ECO 92, ou Cúpula da Terra, foi inspirada no Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum), preparado por Gro Harlem Brundtland, Primeira-Ministra da Noruega e uma expoente do Socialismo Fabiano. Este trabalho foi uma encomenda do Clube de Roma, que já tinha publicado o estudo “Os Limites do Crescimento” em 1972". (Facebook - Alexandre Costa)



Veja agora uma "decodificação" dos 17 objetivos expressos na agenda, um excelente trabalho de Mike Adams (“The United Nations 2030 Agenda decoded: It’s a blueprint for the global enslavement of humanity under the boot of corporate masters”. Natural News, 4 de Setembro de 2015). Tradução: Cássia H.; Revisão: Yuri Maya; Retirado do Facebook de Fabio Paulino Da Rosa.



OBJETIVO 1: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

DECODIFICAÇÃO: Colocar todos no sistema de previdência do governo, dê vale-refeição, subsídios à habitação e doações que os tornem escravos obedientes ao governo global. Nunca permita mobilidade para a ascensão social das pessoas. Em vez disso, ensine a vitimização em massa e a obediência a um governo que ofereça “mesadas” para necessidades básicas como alimentos e remédios. Rotule isso como “combate à pobreza”.

OBJETIVO 2: Acabar com a fome, alcançar segurança alimentar e melhoria da nutrição, e promover a agricultura sustentável.

DECODIFICAÇÃO: Invadir todo o planeta com alimentos transgênicos e as sementes patenteadas da Monsanto, enquanto há aumento do uso de herbicidas mortais sob a falsa alegação de “aumento da produtividade” de culturas alimentares. Projetar plantas geneticamente modificadas para impulsionar produtos químicos vitamínicos específicos, sem ter idéia das consequências a longo prazo da contaminação genética ou de experimentos genéticos entre espécies realizados abertamente em um ecossistema frágil.

OBJETIVO 3: Garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

DECODIFICAÇÃO: Autorizar mais de 100 vacinações obrigatórias para todas as crianças e adultos, ameaçando os pais com detenção e prisão caso se recusem a cooperar. Obrigar o uso intenso de medicação em crianças e adolescentes, enquanto programas de “diagnóstico” são executados. Chame a medicação em massa de programas de “prevenção” e afirme que ela melhora a saúde dos cidadãos.

OBJETIVO 4: Garantir educação inclusiva, equitativa, de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

DECODIFICAÇÃO: Empurrar uma história falsa e uma educação abaixo dos padrões, ou seja, de “base comum,” que produza trabalhadores obedientes ao invés de pensadores independentes. Nunca deixar as pessoas aprenderem a história real, senão elas podem perceber que não querem repeti-la.

OBJETIVO 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

DECODIFICAÇÃO: Criminalizar o Cristianismo, marginalizar a heterossexualidade, demonizar os homens e promover a agenda LGBT em todos os lugares. O objetivo real nunca é “igualdade” mas a marginalização e a humilhação de qualquer pessoa que expresse qualquer característica masculina. O objetivo final é feminizar a sociedade, criando ampla aceitação da “obediência gentil” junto com as idéias fragilizantes de propriedade comunitária e “compartilhamento” de tudo. Tendo em vista que apenas a energia masculina possui a força para se levantar contra a opressão e a lutar pelos direitos humanos, a supressão da energia masculina é fundamental para manter a população em um estado de conformação eterna.

OBJETIVO 6: Garantir disponibilidade e gerenciamento sustentável de água e saneamento para todos.

DECODIFICAÇÃO: Permitir que empresas poderosas aproveitem o controle dos suprimentos de água do mundo e cobrem preços monopolistas para “construir novas infra-estruturas de entrega de água” que “garanta disponibilidade”.

OBJETIVO 7: Garantir acesso a energia barata, confiável, sustentável e moderna para todos.

DECODIFICAÇÃO: Coibir o carvão, o gás e o petróleo enquanto exige os subsídios de energia “verde” condenada ao fracasso para startups encabeçadas por amigos da Casa Branca que irão falir em cinco anos ou menos. As startups verdes fazem discursos impressionantes e tem cobertura de mídia, mas porque essas empresas são lideradas por idiotas corruptos em vez de empresários capazes, elas sempre irão à falência. (E a mídia espera que você não se lembre de toda a fanfarra que rodeou seu lançamento original.)

OBJETIVO 8: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos.

DECODIFICAÇÃO: Regular os pequenos negócios de forma a serem extintos pelos salários mínimos exigido pelo governo, que levará à falência todos os setores da economia. Forçar os empregadores a cumprir quotas de contratação de trabalhadores LGBT, e ao mesmo tempo, exigir níveis salariais sob uma economia de trabalho com planejamento central, ditada pelo governo. Destruir a economia de livre mercado e negar alvarás e licenças para as empresas que não obedeçam aos ditames governamentais.

OBJETIVO 9: Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.

DECODIFICAÇÃO: Colocar as nações em dívida extrema com o Banco Mundial, gastando dinheiro da dívida para contratar empresas americanas corruptas para construir projetos de infraestrutura em larga escala que prendam os países em desenvolvimento em um ciclo de dívida sem fim. Veja o livro Confessions of a Economic Hit Man, de John Perkins, para entender os detalhes de como esse esquema foi repetido inúmeras vezes nas últimas décadas.

OBJETIVO 10: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

DECODIFICAÇÃO: Punir os ricos, os empresários e os inovadores, confiscando quase todos os ganhos daqueles que optam por trabalhar e se destacar. Redistribuir a riqueza confiscada para as massas não trabalhadoras de parasitas humanos, que se alimentam de uma economia produtiva, enquanto não contribuem com nada (…) tudo isso feito aos gritos por “igualdade”.

OBJETIVO 11: Tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

DECODIFICAÇÃO: Proibir o porte de armas para os cidadãos, concentrando armas nas mãos de agentes governamentais obedientes que dominam uma classe desarmada e escravizada de trabalhadores empobrecidos. Criminalizar a moradia na maioria das áreas rurais através da criação de “áreas protegidas” no estilo Jogos Vorazes, as quais o governo alegará ser de propriedade do “Povo”, mesmo que nenhuma pessoa possa viver lá. Forçar todos as pessoas a ir para as cidades densamente povoadas, fortemente controladas, onde estarão sob vigilância 24 horas por dia e sujeitas a fácil manipulação pelo governo.

OBJETIVO 12: Garantir padrões de consumo e produção sustentáveis.

DECODIFICAÇÃO: Começar a cobrar impostos punitivos sobre o consumo de combustíveis fósseis e eletricidade, forçando as pessoas a viverem em condições precárias que se assemelham cada vez mais às condições do Terceiro Mundo. Usar campanhas de persuasão social na TV, filmes e mídias sociais para envergonhar as pessoas que usam gasolina, água ou eletricidade, estabelecendo uma construção social de bobos e fofoqueiros que denunciam seus vizinhos em troca de recompensas de crédito alimentar.

OBJETIVO 13: Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.

DECODIFICAÇÃO: Definir quotas de consumo de energia para cada ser humano e começar a punir ou mesmo a criminalizar “escolhas de estilo de vida” que excedam os limites de uso de energia estabelecidos pelos governos. Instituir a vigilância total dos indivíduos para acompanhar e calcular o consumo de energia. Penalizar a propriedade privada de veículo e forçar as massas para o transporte público, onde os trogloditas da TSA[1] e as câmeras de reconhecimento facial podem monitorar e registrar o movimento de cada pessoa na sociedade, como uma cena tirada diretamente do filme Minority Report.

OBJETIVO 14: Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

DECODIFICAÇÃO: Proibir a maior parte da pesca oceânica, diminuir o abastecimento de alimentos até a escassez extrema e causar inflação desenfreada no preços dos alimentos, o que coloca ainda mais as pessoas em desespero econômico. Criminalizar a operação de embarcações pesqueiras privadas e colocar todas as operações de pesca oceânica sob o controle do planejamento central do governo. Permitir apenas que corporações favorecidas ocnduzam operações de pesca oceânica (e tomar essa decisão com base inteiramente em quais empresas dão a maioria das “doações” à campanha dos legisladores corruptos).

OBJETIVO 15: Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerenciar de forma sustentável florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

DECODIFICAÇÃO: Implantar a Agenda 21 e forçar os humanos a saírem do campo e migrar para as cidades controladas. Criminalizar a propriedade privada da terra, incluindo fazendas e trechos agrícolas. Controlar rigorosamente toda a agricultura através de um governo burocrático e corrupto, cujas políticas são determinadas quase inteiramente pela Monsanto, sendo certificadas pelo USDA[2]. Proibir fogões a lenha, coleta de águas pluviais e jardinagem doméstica para criminalizar a autonomia e forçar a dependência total ao governo.

OBJETIVO 16: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar acesso à justiça para todos e criar instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

DECODIFICAÇÃO: Conceder imunidade legal a estrangeiros ilegais e grupos minoritários “protegidos”, os quais serão livres para se envolver em qualquer atividade ilegal – incluindo chamada aberta para o assassinato em massa de policiais – porque eles são a nova classe protegida na sociedade. “Instituições inclusivas” significa conceder estruturas fiscais favoráveis e subsídios governamentais a empresas que contratem trabalhadores LGBT ou de quaisquer grupos que estejam a favor dos planejadores centrais no governo. Usar o IRS[3] e outras agências federais para punir seletivamente os grupos desfavoráveis com auditorias punitivas e assédio regulatório, ignorando as atividades criminosas das corporações favorecidas que são amigas da elite política.

OBJETIVO 17: Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

DECODIFICAÇÃO: Aprovar leis de comércio global que anulem as leis nacionais, e ao mesmo tempo, concedem poderes imperialistas irrestritos a empresas como Monsanto, Dow Chemical, RJ Reynolds, Coca-Cola e Merck. Aprovar pactos de comércio global que ignorem os legisladores de uma nação e anulem leis de propriedade intelectual para garantir que as corporações mais poderosas do mundo mantenham monopólios totais sobre drogas, sementes, produtos químicos e tecnologia. Anular as leis nacionais e exigir total obediência global aos acordos comerciais criados por corporações poderosas e certificadas pela ONU.

Escravidão total do planeta até 2030

Como diz o documento da ONU, “Comprometemos-nos a trabalhar incansavelmente para a plena implementação desta Agenda até 2030.”
Se você ler o documento completo e puder ir além do apêndice e frases de relações públicas, você perceberá rapidamente que esta agenda da ONU será forçada a todos os cidadãos do mundo através da invocação da coerção do governo. Em nenhum lugar este documento afirma que os direitos do indivíduo serão protegidos. Também não reconhece a existência de direitos humanos concedidos aos indivíduos pelo Criador. Mesmo a chamada “Declaração Universal dos Direitos Humanos” nega totalmente aos indivíduos o direito à autodefesa, o direito à escolha médica e o direito ao controle parental sobre seus próprios filhos.
A ONU está planejando nada menos do que uma tirania de governo global que escraviza toda a humanidade enquanto chama o esquema de “desenvolvimento sustentável” e “igualdade”.
1984 chegou, finalmente. E é claro que tudo está sendo desenvolvido sob o rótulo fraudulento do “progresso”.

Artigo original de Mike Adams (em inglês): https://www.naturalnews.com/051058_2030_Agenda_United_Nations_global_enslavement.html

O Brasil e a Nova Ordem Mundial - Alexandre Costa




"Em seu livro anterior, Introdução à Nova Ordem Mundial, Alexandre Costa apresentou-nos os principais personagens ligados aos diversos movimentos de tendências globalistas, trazendo a lume figuras e nomes, em grande parte, desconhecidos do grande público, mostrando que a ideia de domínio mundial é real e viva. Agora, neste novo livro, da mesma maneira didática e direta, o autor dá um passo adiante e faz-nos entender, não somente as origens práticas e intelectuais desses mesmos movimentos, mas também seu modus operandi. Nisto, ele presenteia-nos com a possibilidade de compreender um mundo que nos cerca, mas que não é imediatamente perceptível a mentes não treinadas - um mundo de manipulação e opressão. E quando isso já bastaria para dar-nos por satisfeitos, Alexandre Costa arremata seu trabalho incluindo uma análise, pioneira e impactante, de como o Brasil, em sua história e atualmente, enquadra-se no contexto da Nova Ordem Mundial. O que se encontra nas páginas deste livro é surpreendente, não apenas para quem se informa unicamente pelo noticiário cotidiano, mas mesmo para quem já se dispôs a entender mais profundamente o que ocorre no mundo." - Fabio Blanco, advogado e escritor.

Ficha Técnica do livro "O Brasil e a Nova Ordem Mundial", de Alexandre Costa:


Vide Editorial 
1ª Edição - 2018
Número de Páginas: 164 
Notas de rodapé: 178 
Prefácio: Luis Vilar
Texto 4ª Capa: Fabio Blanco
Texto Orelha: Cristian Derosa

Lançamento: setembro de 2018

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Bohemian Club




Encravado no meio de uma floresta no norte da Califórnia existe um clube misterioso onde bilionários, líderes políticos e executivos de primeiro time se reúnem todos os anos no mais absoluto segredo. O que parece a introdução de um conto de terror é na verdade a descrição precisa de um local onde algumas das pessoas mais poderosas do mundo costumam se reunir durante o solstício de verão do hemisfério norte. O evento tem acontecido há mais de um século e na maior parte desse tempo permaneceu nas sombras, sendo citado apenas em pequenas notas de jornal e sem merecer a devida atenção da grande imprensa. 


Sede urbana do Bohemian Clube, em São Francisco

O Bohemian Club, que fica em um bosque de 11 km², no pequeno Condado de Sonoma, na Califórnia, foi criado em 1872/73 por artistas, jornalistas e ricaços adeptos do Bohemianismo, uma espécie de hobby que consiste em praticas artísticas, musicais,  comportamentais e espiritualistas, com ênfase nas atividades  consideradas alternativas, marginais, ousadas e modernas. Ou seja, no início o Bohemian Club era uma espécie de precursor do movimento hippie, formado por magnatas, aristocratas e moderninhos ricos que também pregavam amor livre, álcool, experiências de alteração da consciência e exercícios espirituais que destoavam da moral e das religiões tradicionais.

O clube surgiu entre conversas no escritório do jornal San Francisco Chronicle e foi criado originalmente como um espaço para encontros furtivos em um ambiente urbano. No início as reuniões ocorriam no prédio que ainda abriga a sede social do clube, na cidade de São Francisco – curiosamente o mesmo edifício, aparentemente, abriga ou abrigou uma unidade da Sociedade Vedanta, uma tentáculo do Missão Ramakrishna.

 A prática do acampamento no bosque só apareceu seis anos após a fundação do clube, em uma festa dedicada ao ator inglês Henry Edwards, que acabava de fixar residência na Califórnia. Nos anos seguintes repetiram o acampamento em outros locais e em 1883 alugaram pela primeira vez o atual bosque cortado pelo Russian River. Em 1899 o clube comprou a propriedade.



Desde a sua fundação o Bohemian Club se caracteriza como um clube privado que preza pela discrição. Os encontros são anuais e seus membros permanecem fechados no clube por duas semanas inteiras (incluindo 3 finais de semana) no mês de junho (+ ou - no dia 21).

 Além dos fundadores, todos falecidos, cerca de 2700 membros ativos se dividem entre os “regulares”, que são aqueles que sustentam financeiramente o clube, os “profissionais” que também atuam na organização e manutenção das atividades, os “associados”, convidados do mundo das artes ou celebridades, e os “honorários”, eleitos pelos demais membros, mesmo que ainda não façam parte do clube. Ao menos no inicio era comum oferecerem um convite pontual, para um único encontro, quando algum estrangeiro famoso e “adequado” se encontrava nas imediações de São Francisco. Por ser extremamente restrita e cobiçada, a espera por uma vaga entre os regulares pode chegar a 15 anos.

Embora nos acampamentos só se tenha notícias sobre participantes do sexo masculino, entre os membros honorários encontram-se pelo menos quatro mulheres:  a atriz Elizabeth Crocker Bowers , as escritoras Ina Coolbrith e Sara Jane Lippincott, e Margaret Bowman, esposa do jornalista e poeta James  Bowman, um dos fundadores do grupo – o funeral dela ocorreu dentro do Bohemian.


Entre os fundadores do Bohemian Club encontram-se artistas, escritores, músicos e jornalistas. Alguns nomes famosos e outros nem tanto:

  • ·         Ambrose Bierce, escritor de contos de terror e autor de obras satíricas como o “Dicionário do Diabo”. Morreu de alcoolismo após sua esposa cometer suicídio.
  • ·         Henry George, pai do Georgismo, filosofia econômica progressista do final do século XIX.
  • ·         John C. Cremony, autor do primeiro dicionário da língua Apache.
  • ·         Arpad Haraszthy, escritor húngaro, de uma importante família da viticultura.
  • ·         Frederick Whymper, artista plástico inglês e explorador de sucesso. Existe uma montanha com seu nome no Canadá.
  • ·         Hiram Reynolds Bloomer, pintor.
  • ·         Edward Bosqui, escritor.
  • ·         James F. Bowman, poeta e jornalista.
  • ·         Samuel Marsden Brookes, pintor.
  • ·         Henry "Harry" Edwards, ator e entomologista.
  • ·         Sands W. Forman, jornalista.
  • ·         Paul Frenzeny, pintor e ilustrador.
  • ·         Benjamin F. Napthaly, jornalista.
  • ·         Daniel O'Connell, escritor e jornalista irlandês.
  • ·         JC Williamson, ator, diretor e empresário teatral.

Com o passar do tempo passaram a aceitar celebridades de outras áreas, como política, finanças e indústria. Aparentemente, após a década de 1930 o clube passou a restringir ainda mais os convites e a dar maior importância a membros poderosos e com mais influência política. Entre os membros honorários encontram-se nomes famosos como Jack London, Jennings Cox, criador do drink Daiquiri, Luis Walter Alvarez, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1968, Glenn Theodore Seaborg , Prêmio Nobel de Química de 1951, Theodore Roosevelt, 26° presidente dos EUA e William T. Wallace, Procurador Geral e juiz da Suprema Corte americana.

A lista dos membros é bastante misteriosa, e muitas vezes controversa, como costuma acontecer com organizações desse tipo. Alguns nomes aparecem em listas e nunca foram confirmados, como Clint Eastwood, que supostamente esteve em um encontro nos anos 1980. Como convidados frequentes podemos destacar, com toda certeza, Henry Kissinger, que já foi fotografado em uma situação no mínimo constrangedora, Martin Anderson, assessor da Casa Branca, e entre os pontuais encontramos Nicholas F. Brady, Secretário de Estado, Helmut Schmidt. Chanceler Alemão, David Rockefeller, Warren Buffett, David Gergen, John Kluge, George Bush, pai e filho, Gerald Ford, Richard Nixon, Ronald Reagan, Bill Clinton e muitos outros executivos de primeiro nível como Samuel Armacost (Bank of America), Thomas Watson Jr.  e John Fellows Akers (IBM), Richard Morrow (Amoco) e Stephen Bechtel.

Também podemos saber com certeza alguns dos presidentes do clube:
  • ·         Paul Speegle (1973-75)
  • ·         Carl Arnold (1975-77)
  • ·         W. Palmer Fuller (1977-79)
  • ·         Michael Coonan (1979-81)
  • ·         Patrick O'Melveny (1981-83)
  • ·         William C. Mathews (1983-85)
  • ·         Harry H. Scott (1985-87)
  • ·         George Elliot (1987 -?)

Durante os encontros, os membros são distribuídos entre cerca de 120 "acampamentos", ou seja, unidades que servem de dormitório e lazer.  Segundo Cathy O'Brien*, a intenção declarada é proporcionar associações e “incentivar relacionamentos que visem ‘enriquecer’ a experiência”.

No meio de uma área descampada do clube existe uma estátua de uma coruja, com cerca de 12 metros, toda feita de pedra, e ao seu redor são reunidos os membros em diversas situações. A ave é a mascote do Bohemian e sua imagem está em toda parte, na entrada que leva ao bosque, nas salas de estar, no púlpito, na sede em São Francisco, e até na papelada que poucas vezes vazaram. Ao lado da coruja sempre encontramos a frase “Weaving spiders come not here”, que alguns pensam que significa que o clube não permite conversas sobre negócios, mas eu entendo como um aviso aos intrusos, que podem se enroscar na teia de aranha. O local é fortemente vigiado, com câmeras, sensores de movimento e repleto de seguranças armados.





São João Nepomuceno é uma espécie de patrono do clube. O santo, que viveu na região de Boêmia, hoje República Checa, era confessor da corte do rei Venceslau IV, no Século XIV, e foi morto porque não aceitou contar os segredos ouvidos no confessionário.

Logo na chegada os convidados e membros constituintes são recebidos e após sentarem-se de frente para a grande coruja participam de uma espécie de cerimônia macabra, conhecida como Cremação de Care, que consiste em um ritual repleto de símbolos pagãos (druidas), com velas, tochas, efeitos pirotécnicos, um sacerdote falando inglês arcaico e ajudantes vestidos de maneira a lembrar os antigos uniformes da Ku Klux Klan, e culmina com o que parece ser uma simulação de uma criança sendo queimada.  O documentário Dark Secrets: Inside Bohemian Grove, de Alex Jones registra essa cerimônia. A gravação ocorreu em junho de 2000, Alex pulou uma cerca e rastejou até o estacionamento, depois misturou-se aos membros que estavam chegando e foi levado em um veículo até o local da cerimônia. Segundo ele sua curiosidade sobre o clube surgiu quando pesquisava a Skull and Bones, sociedade secreta instalada na Universidade de Yale, de onde saíram vários políticos de destaque e alguns presidentes americanos, como os Bush.




Uma matéria da Revista Spy de novembro de 1989 diz que o objetivo desta bizarra recepção é simplesmente libertar os membros e prepara-los para os dias em que precisam esquecer-se da sua realidade cotidiana e se aproximar do mundo selvagem. Talvez por isso as acomodações, apesar de luxuosas e confortáveis, têm um aspecto antigo, exótico e bastante rústico. Peter Phillips, professor de sociologia, esteve no clube em 1994 como convidado e provavelmente por isso repete o porta-voz do clube, Alex Singer, que em 2013 disse que os encontros são apenas para reforçar laços entre os poderosos.


Além dos segredos e dos mistérios que originaram diversas lendas, pouco sabemos das atividades que ocorrem naquele lugar, mas assim como a sinistra cerimônia de recepção é possível encontrar na Internet fotos com evidente influência de rituais satânicos, além de registros de algo parecido com um baile de máscaras, com membros vestidos de mulher, maquiados como drag queens e visivelmente embriagados ou drogados.  


Outros relatos indicam que entre as sequoias do Bohemian Clube ocorreram muitas negociações internacionais e decisões políticas importantíssimas, que influenciaram a vida de todo planeta, como as reuniões ocorridas em 1942 envolvendo os cérebros por trás do Projeto Manhattan, responsável pela criação e produção da bomba atômica americana.

Infelizmente é difícil saber exatamente o que ocorre no Bohemian, mas devido ao clima de segredo e ocultismo envolvido, é quase certo que não deve ser algo muito bom.

Na próxima quarta-feira (18/07) vou participar de um hangout no canal do Daniel Ferraz, e vamos conversar sobre os mistérios envolvidos no Bohemian Club.

Fontes:
California Digital Newspapers Collection
Annuals os Bohemian Vol. VI – 1973 – 1987
Spy Magazine (novembro 1989, páginas 59-76) - Philip Weiss
Prison Planet Forum
Dark Secrets: Inside Bohemian Grove - Alex Jones
The Bohemian Grove and Other Retreats - G. William Domhoff
Who Rules America Today? - G. William Domhoff
Fritz Springmeier - Bloodlines dos Illuminati
Trance Formation of America - Cathy O'Brien

* Cathy O'Brien é esposa de Mark Phillips e autora do livro “Trance Formation of America”, de 1995, que aborda Programação Monarca, MK-Ultra, Projeto Bluebird, Operação Artichoke e outros assuntos relacionados a abusos psicológicos e sexuais, lavagem cerebral,  manipulação e controle mental. Não podemos acreditar em tudo o que ela diz, pois trata-se de um relato da sua experiência pessoal e não há tantas provas, mas creio que vale a pena conhecer seu testemunho e conferir a veracidade de cada afirmação. O mesmo vale para Alex Jones, G. William Domhoff , Fritz Springmeier . Tenho feito isso para o meu próximo livro, previsto para 2019.