Quando o ministro da cultura era Gilberto Gil, promoveram o “samba do recôncavo” – seja lá o que signifique isso – como patrimônio cultural brasileiro. Para provar que o que é ruim sempre pode ficar pior, a ministra Marta Suplicy acaba de revelar que uma das vantagens do Bolsa Cultura é permitir que os trabalhadores gastem os R$ 50,00 do benefício se divertindo em algum baile funk. Nesse ritmo, o próximo ministro vai deixar de lado os eufemismos e lançar a campanha “Música de Merda para Todos”.
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O Zeitgeist é sombrio
Zeitgeist é uma palavra alemã que significa algo como “espírito do tempo” e tenta descrever o panorama cultural de uma determinada época.
Desde 2007 a palavra foi praticamente raptada por um documentário dirigido por Peter Joseph. Uma busca no Google demonstra isso. Neste documentário, dividido em três partes, cuja primeira se resume a uma coleção de ataques pueris contra o Cristianismo, todos eles originados nos textos de vigaristas como Acharya S. – plagiadora de Kersey Graves e discípula de Helena Blavatsky, Aleister Crowley e Anton Lavey -- e logo refutados por historiadores sérios. Nas outras duas partes, que abordam respectivamente a máfia do Federal Reserve e os atentados de 11 de setembro de 2001, o diretor acertou em algumas críticas, mas seu antiamericanismo adolescente faz do filme um panfleto ideológico, nos moldes de trabalhos mentirosos como os de Michael Moore e Oliver Stone.
De qualquer forma, deixando de lado o "documentário" e voltando ao significado original do termo, o zeitgeist da nossa geração – talvez também da anterior e provavelmente da próxima – é realmente sombrio.
Se não bastassem as ações governamentais que ocorrem em praticamente todas as nações ocidentais, que estão destruindo a civilização que nasceu dos ideais gregos e romanos e foi construída sobre a Moral Cristã, o zeitgeist que já está enraizado na nossa cultura é um misto de ódio e rancor, justamente contra os princípios e valores que sustentam o Ocidente, valores estes que estão entre o que de melhor a humanidade foi capaz de produzir.
Questões como cotas, bolsas, aborto, censura, destruição da família e até a pedofilia, aliadas a propostas espelhadas nos socialistas, comunistas e nazistas hoje são tidas como ideais respeitáveis e benéficos. E grande parte da população viciada em TV e adoradora do show business aceita este caldo de pseudocultura sem qualquer questionamento.
Resumindo, o zeitgeist atual é uma combinação do sonho de ditadores como Stálin, Pol Pot, Mao e Fidel, com o pensamento de psicopatas megalomaníacos como Gramsci, Lucács, Marx, Lênin, os dissimulados membros da Escola de Frankfurt, Michel Foucault e outros desequilibrados autoritários. E o mais triste é que muitos idiotas úteis que defendem estes ideais nem imaginam o que promovem e só perceberão o perigo tarde demais, quando as suas liberdades forem confiscadas e a bota já estiver sobre o seu pescoço.
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PS: Para quem ainda não conhece as refutações sistemáticas de todas as falsas afirmações da primeira parte do documentário Zeitgeist (2007), assim como as esdrúxulas comparações entre a vida de Jesus Cristo e os mitológicos Hórus, Mitra, Dionísio, Osíris, Attis e Krishina que circulam na Internet, vale a pena conhecer o trabalho do Dr. Chris Forbes, Doutor em História do Novo Testamento.
Dividir pra Conquistar
Estrategistas militares como Sun Tzu, Aníbal, Maquiavel, Stálin e Hitler ensinaram – ou demonstraram – que um caminho certo para a vitória é a divisão do seu oponente. A traição, o conflito e a desconfiança devem ser fomentados no seio do inimigo, a fim de enfraquecer suas estruturas, minar suas resistências e diluir sua força em unidades mais facilmente controláveis.
A guerra silenciosa mais importante que se trava em praticamente todo o planeta desde pelo menos as últimas décadas tem um fundo religioso muito forte e este, por sua vez, pode estar enquadrado em uma dimensão ainda mais ampla, a dimensão espiritual.
Em todos os cantos do mundo o Cristianismo parece destacar-se como alvo comum nos vários conflitos que ocorrem simultaneamente. Nos conflitos bélicos, mais de um milhão de cristãos foram perseguidos e perderam suas vidas nas últimas décadas, em lugares como China, África, Índia e Oriente Médio. Já nos conflitos de ordem cultural cerca de um terço do mundo é atingido na sua forma de viver, de pensar e de crer quando valores caros à Moral Cristã são atacados violentamente por organismos internacionais financiados a peso de ouro e com a única missão de atingir o Cristianismo, que eles vêem como obstáculo aos seus planos globalizantes.
Qualquer um que se informe por fontes primárias e não pela mídia convencional sabe que este ataque ao Cristianismo é sistemático e serve a interesses geopolíticos, mas eu creio que por trás desta “causa eficiente” existe uma “causa original”, e esta é o próprio componente espiritual desta guerra.
O mais triste, no entanto, é perceber que boa parte – para não dizer a maioria – dos ataques aos Cristianismo parte de outros cristãos, obedecendo servilmente aos planos do inimigo: dividir pra conquistar.
O Cristianismo está sob ataque! E o inimigo vai avançar enquanto os cristãos não perceberem que o importante agora não é discutir dogmas...
O Chupim
O Molothrus bonariensis, mais conhecido no Brasil como chupim (ou ainda pelos nomes de anu, anum, arumará, azulão, azulego, boiadeiro, brió, carixo, catre, chopim-gaudério, corixo, curixo, corrixo, corvo, engana-tico, engana-tico-tico, gaudério, godério, godero, gorrixo, grumará, iraúna, maria-preta, negrinho, papa-arroz, parasita, parasito, pássaro-preto, uiraúna, vaqueiro, vira, vira-bosta e vira-vira) é uma ave passeriforme da família Icteridae. Possui um canto suave e melodioso, e é famoso pelo habito de colocar seus ovos no ninho de outras aves, para que as mesmas possam chocá-los, criá-los e alimentá-los.
Qualquer semelhança com os novos bolsistas, com nossa classe artística, com nossos políticos ou com a imprensa financiada por meio de anúncios estatais, será mera coincidência.
A cultura brasileira e os megalomaníacos chupins
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| Narciso (1594-1596), por Caravaggio |
Um país precisa de alta cultura e de cultura popular. Para se preservar como nação e perseverar como povo, ambas as formas de manifestação cultural são absolutamente necessárias. Quando uma destas espécies de conhecimento deixa de existir, surge um vácuo que não pode ser preenchido pela outra espécie. Cria-se então um simulacro para ocupar o espaço vazio e, desde então, perde-se o parâmetro comparativo e perde-se o critério analítico.
No Brasil não existe alta cultura há décadas. Nossos antepassados não foram substituídos à altura e o seu vácuo foi preenchido pelo pseudo-intelectual, uma entidade que pode se manifestar como um artista popular acima da média, um revolucionário erudito que leu seis livros ou ainda como o repetidor profissional, o tipo que compõe a maioria e que Lênin gostava de chamar de idiota útil.
Para piorar essa equação, durante o Governo Militar a censura contribuiu para que os falantes falassem menos. Esta dieta poupou os brasileiros de ouvir muita bobagem (Reinaldo Azevedo explica muito melhor AQUI e AQUI) e isso iludiu muita gente, inclusive este que vos escreve.
Duas ausências, portanto, determinaram a nossa má sorte: a ausência dos verdadeiros intelectuais, que foram morrendo ou envelhecendo; e a ausência das tolices dos pseudo-intelectuais. Neste panorama, foi fácil para o Brasil pensar que estava diante de gênios-santos quando na verdade eram mentes medianas e de moral duvidosa. O problema é que eles acreditaram que eram santos e passaram a exigir culto. E receberam através da fama, da idolatria, dos discos de ouro, dos preços dos ingressos... Hoje o culto exige Leis de Incentivo.
Com o fim da censura e a chegada da Internet muita coisa mudou. A inépcia intelectual, a cultura de almanaque, as incoerências e contradições ficaram evidentes. Mentiras sobre Cuba, União Soviética, China e outras ditaduras sangrentas cantadas em prosa e verso por nossos Iluministas, quando desmascaradas, revelaram ignorância e/ou projetos ideológicos por parte de nossos santos-gênios. E este é apenas um exemplo...
Acostumados aos cachês milionários e aos convites para opinar sobre tudo e sobre todos, nossos protótipos de sábios revoltam-se diante da menor indignação. Sua megalomania foi alimentada por décadas de subcultura e agora se sentem ofendidos quando o público rejeita suas obras, ou melhor, rejeita pagar por elas.
Os chiliques são comuns. Ao menor sinal de desaprovação, a versão tupiniquim do intelectual-orgânico de Gramsci reage furiosamente feito moleque mimado porque acredita pertencer a uma casta privilegiada, que merece ser sustentada por todas as outras. Mesmo as camadas mais miseráveis da sociedade devem fazer um esforço para sustentar a casta dos iluminados, formada pelos pseudo-intelectuais e pelos artistas estatizados.
Toda essa história com o Blog do Milhão serve de exemplo. Os defensores da mamata não apenas pensam que o povo é obrigado a financiar os projetos dos ilustres, eles também acreditam que aqueles que não aprovam sua nobre arte são fascistas.
Dá pra discutir com esses chupins?
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