Mostrando postagens com marcador Indicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indicação. Mostrar todas as postagens

A Conspiração Aberta, de H. G. Wells



Lançamento: A Conspiração Aberta, de H. G. Wells - Vide Editorial - Setembro de 2016

Chega ao Brasil o clássico do autor britânico Herbert George Wells, mais conhecido como H. G. Wells. Indicado por Olavo de Carvalho e por muitos estudiosos, este trabalho é imprescindível para a compreensão dos ideais que mais tarde foram se cristalizando na cultura e na política ocidental. Por sua importância histórica e informativa, merece atenção e permite compreender alguns objetivos dos intelectuais e políticos da Nova Ordem Mundial. Por ser um dos membros mais proeminentes da Sociedade Fabiana, este livro, em nova edição da Vide Editorial, oferece ao leitor um conjunto de informações indispensável para entender o mundo em que vivemos. Não deixe de ler! Entenda como funciona a mente dos Socialistas Fabianos.

Nas palavras do próprio autor: "Este livro afirma tão nítida e claramente quanto possível as ideias essenciais de minha vida, a perspectiva de meu mundo. … o assunto deste livro é o destino de todo homem...'

Mais informações: http://rarosdaweb.org/index.php?route=product/product&product_id=285

Capa do livro "A Conspiração Aberta", de Herbert George Wells

Sinopse de "A Conspiração Aberta" - HG Wells
"Este livro é uma espécie de manifesto, um guia sobre controle e administração global; um programa que, para Wells, deveria ser orquestrado (e assim obteria sucesso) através daquilo que ele chamou de ""Conspiração Aberta"".
 
Neste trabalho, a conspiração está completamente esquematizada: ela deveria ser executada por diversas organizações separadas, mas que trabalhassem juntas, ao invés de ser feita por um grupo apenas.
 
Os tópicos abordados vão desde a ideia da conspiração até detalhes de sua implementação, tais como a função da religião e da educação nesse esquema, o modo como ele deveria se desenvolver - de um movimento de discussões e debates à programação de atividades -, a vida humana tal como deveria se dar na nova e planejada comunidade global - entre outros."
 
Ficha Técnica do livro Conspiração aberta:
Número de Páginas: 206
Dimensões do Livro: 14 x 21 cm

ÍNDICE DO LIVRO:

I – A CRISE ATUAL NAS QUESTÕES HUMANAS
II – A IDEIA DA CONSPIRAÇÃO ABERTA
III – TEMOS QUE CLAREAR E LIMPAR NOSSAS MENTES
IV – A REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO
V – A RELIGIÃO NO NOVO MUNDO
VI – A RELIGIÃO MODERNA É OBJETIVA
VII – O QUE A HUMANIDADE TEM QUE FAZER
VIII – CARACTERÍSTICAS GERAIS DE UM MUNDO CIENTÍFICO PELO BEM DA PÁTRIA
IX – NENHUMA UTOPIA ESTÁVEL É AGORA CONCEBÍVEL
X – A CONSPIRAÇÃO ABERTA NÃO DEVE SER PENSADA COMO UMA ÚNICA ORGANIZAÇÃO; É UMA CONCEPÇÃO DE VIDA DA QUAL ESFORÇOS, ORGANIZAÇÕES E NOVAS ORIENTAÇÕES SURGIRÃO
XI – FORÇAS E RESISTÊNCIAS NAS GRANTES COMUNIDADES MODERNAS AGORA PREVALENTES, QUE SÃO ANTAGÔNICAS À CONSPIRAÇÃO ABERTA. A GUERRA COM TRADIÇÃO.
XII – A RESISTÊNCIA DOS POVOS MENOS INDUSTRIALIZADOS PARA A MOVIMENTAÇÃO DA CONSPIRAÇÃO ABERTA
XIII – FORÇAS ANTAGÔNICAS E RESISTÊNCIAS EM NOSSO EU CONSCIENTE E INCONSCIENTE
XIV – A CONSPIRAÇÃO ABERTA COMEÇA COMO UM MOVIMENTO DE DISCUSSÃO, EXPLICAÇÃO E PROPAGANDA
XV – INÍCIO DO TRABALHO DE CONSTRUÇÃO DA CONSPIRAÇÃO ABERTA
XVI – MOVIMENTOS EXISTENTES E EM DESENVOLVIMENTO QUE CONTRIBUEM À CONSPIRAÇÃO ABERTA E QUE DEVEM DESENVOLVER UMA CONSCIÊNCIA COMUM. A PARÁBOLA DA ILHA DO PASTO
XVII – A CASA CRIATIVA, GRUPO SOCIAL E ESCOLA: O ATUAL DESPERDÍCIO DE VONTADE IDEALISTA
XVIII – A EVOLUÇÃO PROGRESSIVA DAS ATIVIDADES DA CONSPIRAÇÃO ABERTA NUM CONTROLE DO MUNDO E BEM PÚBLICO: OS PERIGOS DA TENTATIVA
XIX – A VIDA HUMANA NA COMUNIDADE DO MUNDO QUE VEM

Com: Fórum Nova Ordem Mundial



Os Invernos da Ilha - Minha leitura


Não sou especialista, nem crítico e muito menos possuo erudição suficiente para analisar com profundidade o estilo ou a técnica do autor, nem para identificar referências ou comparações com outros escritores. O que posso fazer é comentar a experiência do ponto de vista de um leitor que gosta de aventuras e de um escritor que busca se aprimorar para um dia, quem sabe, se Deus ajudar, escrever um livro tão bom como esse. 

Os Invernos da Ilha - Rodrigo Duarte Garcia

O livro convida desde a capa. A bonita ilustração do Gustavo Garcia (acho que é irmão do autor) remete imediatamente ao apaixonante universo dos barcos, das ilhas, dos mares; remete também à solidão do inverno, à reflexão. Mar, frio, ilha e – descubro na quarta capa – mosteiro e tesouro pirata. Pronto!

No primeiro capítulo, a descrição da chegada do nosso amigo Florian ao Mosteiro da Santa Cruz prende como um anzol. Em poucas páginas o leitor já está capturado como o protagonista ficaria pouco tempo depois... – está difícil segurar os spoilers, mas prometo me controlar.

Os capítulos seguem curtos, sempre contando mais um pouco, descrevendo um cenário real. Os personagens vão se revelando nos atos e os diálogos e monólogos contam a história de um protagonista muitíssimo interessante, com um passado inicialmente nublado como o céu da Ilha de Sant’Anna Afuera naquele inverno. A cada página é possível prever que a próxima vai trazer algum acontecimento importante. E traz! Sempre traz, abrindo novas e ricas possibilidades, daquelas que fazem  um curioso atrasar seu compromisso para ler mais um pouco. O livro é assim o tempo todo. É possível enxergar  a ilha e reconhecer os personagens. Eles existem. Eles pensam, agem e falam como pessoas reais, mesmo que o leitor nunca tenha conhecido alguém parecido. Até as chatices de um sujeito são quase palpáveis. As personalidades se desenvolvem a cada página, e o leitor fica hospedado na Ilha, conhecendo pouco a pouco o ambiente do mosteiro, o povoado e seus habitantes, no mesmo instante em que compartilha das suas descobertas e lembranças.

Os personagens circulam e conversam em um cenário colorido, rico de detalhes que complementam e dão verossimilhança à trama: a cruz de madeira, os ciprestes e carvalhos, o Farol de Pastene, os objetos curiosos. Tudo devidamente encaixado em uma narrativa de fôlego, que prende a leitura e desenrola uma aventura surpreendente, sem precipitações e sem devaneios desnecessários. O livro tem silêncio, memórias culpadas, doces lembranças, mas nada disso faz o tempo parar. Nem a dureza do frio. A trama corre avançando e recuando, por vezes com a pressa das ondas que batem nas encostas, outras com a calma de quem olha a fumaça azulada de cigarro se dissipando no vento gelado.

Mas nem só de frio vivem Florian, Cecília, Rousseau & Cia. Para quem quer ação, a narrativa é recheada de eventos extraordinários, daqueles que merecem ser contados. As aventuras se desenvolvem em paralelo, uma na “ilha-refúgio”, outra no diário de Oliver van Noort, o corsário – e poeta enigmático. São colinas, florestas, animais selvagens, navios, batalhas, corredeiras e até um vulcão. Na busca pela “glória que brilha do Bom Jesus”, o que não falta é ação.

Sob a onipresença do sal, do clima e de suas paisagens, os sentidos são todos aguçados. Do frio congelante do Rio Dumin, e do cheiro molhado da caverna ao som de Rachmaninoff  ou à carne de coelho do dom Alphonse. O leitor “sente” a história, e tem acesso a tudo: cores, sabores, cheiros e sons.

Os sentimentos não são narrados diretamente, mas são percebidos pelo leitor em cada movimento dos personagens. Culpa, saudade, raiva, ansiedade, vaidade e redenção. Tem de tudo um pouco. Sem falar do jogo da sedução, da atração proibida, dos cabelos arrepiados ou dos olhos verdes brilhantes...

Como na Carretera Circular que percorre a Ilha, as memórias giram juntas aos planos cada vez mais incertos do narrador. O passado e o futuro imaginado pelo protagonista se completam, instáveis e intrigantes, fazendo avançar a compreensão não apenas de Florian, mas de seus interlocutores e da própria narrativa – confesso que não sei como ele faz isso tão bem!

O trato da linguagem também é invejável. Rodrigo consegue a façanha de alcançar a precisão vocabular combinando erudição e “musicalidade” sem ser pedante. Manuseia com sabedoria os jargões e as expressões populares. Seja em latim ou holandês, com um hilário francês arrogante ou com a intrigante língua mapuche, nada fica sobrando.

Concluindo, o livro é muito mais do que uma aventura extraordinária: bem escrito e editado, conta uma estória maravilhosa, tem personagens, tem conflito, tem um fundo emotivo de densidade e um profundo senso de certo e errado, com ação, suspense e tudo que um bom livro precisa ter. Excelente! Indico a todos os leitores e amigos.

Leiam!

O Ateu e a Bíblia


Quero deixar aqui uma dica de blog muito interessante. Acabei de descobrir o "Discursos de Cadeira" e já deu pra perceber que vale a pena ser lido. 

Gostei muito da postagem "O Ateu e a Bíblia", que começa assim: 

"Posso compreender perfeitamente, e até mesmo respeitar, tua crença de que a Bíblia não é uma revelação divina. Afinal, isso depende de alguma fé, e esta pressupõe alguma experiência e comunhão com Deus. No entanto, negar que sobre suas letras a civilização na qual vives e da qual usufruis fora construída chega às raias da ignorância."

Outro trecho magnífico:


"Atenta que quase todos os grandes pensadores da história, mesmo os não cristãos, tiveram para com essse Livro um respeito tal que apenas demonstra que tua atitude para com a Bíblia é algo dissonante. É que eles, intelectuais que eram, reconheciam nela uma profundidade existencial inigualável. Também percebiam que de suas letras jorrava um fundamento seguro para a moral e para as relações humanas."

Bravo!
.

Brasil, um país de fofoqueiras


O Ataúro, blog do meu amigo Cirilo, fez esta semana uma postagem interessante, bastante representativa e que demonstra um fato que nos leva a algumas deduções lógicas.

Cirilo comenta uma notícia que encontrou por aí:

Briga de Panicats vai para a Justiça: "Vamos ver quem vai rodar!"
Depois de ser acusada por Nicole Bahls de sacrificar animais para macumba, Juju Salimeni diz que já acionou seu advogado.

A primeira e mais evidente dedução da notícia pinçada pelo Cirilo trata da inegável decadência da imprensa e do jornalismo - com raríssimas exceções. Esta queda na qualidade dos meios de comunicação é tão visível que alguns enfoques dados a notícias de destaque não eram nem sequer imaginados poucas décadas atrás. Uma rápida análise nos temas e assuntos que a imprensa achou por bem destacar e chegamos a duas possibilidades: ou o povo brasileiro é um bando de fofoqueiros obsessivos, ou os jornalistas é que o são, e fazem suas escolhas pensando que o povo comunga de seu gosto vulgar.

Se a primeira dedução parte da forma que se dá a informação, uma segunda dedução utiliza como evidência o  conteúdo da mensagem. O termo celebridade, no mundo de hoje, inverteu seu significado. Célebre é aquele que fez algo de notável e não aquele que pretende fazer algo de notável após a conquista da celebridade. Esta inversão dos valores tem raízes muito profundas, que precisariam de uma explicação mais ampla, mas seus objetivos são visivelmente ideológicos e alinhados com outras ações - entre elas a destruição da linguagem, da qual falei na postagem anterior.

Tanto na forma como no conteúdo, o exemplo do Ataúro reúne o que existe de mais significativo na desgraçada imprensa de nossos dias: vulgaridade, futilidade, imbecilidade, valorização do inútil e incapacidade de perceber a beleza, a justiça e a bondade - na definição dos antigos gregos, " Apeirokalia ".  Exatamente por isso a postagem do Cirilo é perfeita para ajudar a compreender o estágio em que estamos e o futuro negro que nos espera, já que não me parece provável um imediato desvio de rota. 

PS: O Cirilo gentilmente me coloca como aquele que grita contra a burrice contemporânea e isso muito me agrada, afinal o intuito do meu blog é contribuir para incentivar a inteligência e difundir conhecimento, e uma das formas que encontrei foi "escancarar para exterminar" as burrices, principalmente as minhas.

.

Obituário da Imprensa

Um amigo acaba de lançar um blog sensacional. Diariamente ele escolhe algumas manchetes que encontra nos sites de notícias da Internet brasileira. Apenas destaca a manchete e a imagem utilizadas pelo noticiário, sem nenhuma interferência – e com link ou print-screen comprobatório. Com muita ironia, ele mostra como nossa imprensa realmente morreu!  E não estamos falando de revistas de fofoca ou publicações para adolescentes, as fontes usadas pelo blog são os portais dos grandes jornais, das redes de TV e das empresas de telefonia.
Uma rápida olhada na home de um portal é suficiente para perceber que quase todo espaço nobre da página é dedicado a futilidades, fuxicos e notícias absolutamente inúteis e muitas vezes constrangedoras, a ponto de despertarem “vergonha alheia” em um adulto razoavelmente sensato.  Ou seja, nem é preciso vasculhar, na verdade o Deu Hoje tem que filtrar o excesso de informação.
Visite o Deu Hoje e veja a seleção de “Notícias que não fariam falta a ninguém”:

Apeirokalia - Olavo de Carvalho

Em um mundo de burrice imoral, mais um texto necessário.
 
...
 
Como geralmente se entende por educação superior o simples adestramento para as profissões melhores, conclui-se, com acerto, que toda pessoa normal é apta a recebê-la e que, na seleção dos candidatos, qualquer elitismo é injusto, mesmo quando não resulte de uma discriminação intencional e sim apenas de uma desigual distribuição da sorte. Mas se por essa expressão se designa a superação dos limites intelectuais do meio, o acesso a uma visão universal das coisas, a realização das mais altas qualidades espirituais humanas, então existe dentro de muitos postulantes um impedimento pessoal que, mais dia menos dia, terminará por excluí-los e por fazer com que a educação superior, no sentido forte e não administrativo do termo, continue a ser de fato e de direito um privilégio de poucos.
 
Esse impedimento, graças a Deus, não é de ordem econômica, social, étnica ou biológica. É um daqueles males humanos que, como o câncer e as brigas conjugais, se distribuem de maneira mais ou menos justa e eqüitativa entre classes, raças e sexos. É o único tipo de imperfeição que poderia, com justiça, ser invocado como fundamento de uma seleção elitista, mas que de fato não precisa sê-lo, pois opera essa seleção por si, de maneira tão natural e espontânea que os excluídos não dão pela falta do que perderam e chegam mesmo a sentir-se bastante satisfeitos com o seu estado, reinando assim entre os poucos felizes e os muitos infelizes uma perfeita harmonia, salvaguardada pela distância intransponível que os separa.
 
O impedimento a que me refiro não é material ou quantificável. O IBGE não o inclui em seus cálculos e o Ministério da Educação o ignora por completo. No entanto ele existe, tem nome e é conhecido há mais de dois milênios. A mente treinada reconhece sua presença de imediato, numa percepção intuitiva tão simples quanto a da diferença entre o dia e a noite.
 
Os gregos chamavam-no apeirokalia. Quer dizer simplesmente "falta de experiência das coisas mais belas". Sob esse termo, entendia-se que o indivíduo que fosse privado, durante as etapas decisivas de sua formação, de certas experiências interiores que despertassem nele a ânsia do belo, do bem e do verdadeiro, jamais poderia compreender as conversações dos sábios, por mais que se adestrasse nas ciências, nas letras e na retórica. Platão diria que esse homem é o prisioneiro da caverna. Aristóteles, em linguagem mais técnica, dizia que os ritos não têm por finalidade transmitir aos homens um ensinamento definido, mas deixar em suas almas uma profunda impressão. Quem conhece a importância decisiva que Aristóteles atribui às impressões imaginativas, entende a gravidade extrema do que ele quer dizer: essas impressões profundas exercem na alma um impacto iluminante e estruturador. Na ausência delas, a inteligência fica patinando em falso sobre a multidão dos dados sensíveis, sem captar neles o nexo simbólico que, fazendo a ponte entre as abstrações e a realidade, não deixa que nossos raciocínios se dispersem numa combinatória alucinante de silogismos vazios, expressões pedantes da impotência de conhecer.
 
Mas é claro que as experiências interiores a que Aristóteles se refere não são fornecidas apenas pelos "ritos", no sentido técnico e estrito do termo. O teatro e a poesia também podem abrir as almas a um influxo do alto. À música — a certas músicas — não se pode negar o poder de gerar efeito semelhante. A simples contemplação da natureza, um acaso providencial, ou mesmo, nas almas sensíveis, certos estados de arrebatamento amoroso, quando associados a um forte apelo moral (lembrem-se de Raskolnikov diante de Sônia, em Crime e Castigo), podem colocar a alma numa espécie de êxtase que a liberte da caverna e da apeirokalia.
Porém, com mais probabilidade, as experiências mais intensas que um homem tenha tido ao longo de sua vida serão de índole a desviá-lo do tipo de coisa que Aristóteles tem em vista. Pois o que caracteriza a impressão vivificante que o filósofo menciona é justamente a impossibilidade de separar, no seu conteúdo, a verdade, o bem e a beleza. De Platão a Leibniz, não houve um só filósofo digno do nome que não proclamasse da maneira mais enfática a unidade desses três aspectos do Ser. E aí começa o problema: muitos homens não tiveram jamais alguma experiência na qual o belo, o bem e o verdadeiro não aparecessem separados por abismos intransponíveis. Esses homens são vítimas da apeirokalia — e entre eles contam-se alguns dos mais notórios intelectuais que hoje fazem a cabeça do mundo.
Infelizmente, o número dessas vítimas parece destinado a crescer. Já em 1918, Max Weber assinalava, como um dos traços proeminentes da época que nascia, a perda de unidade dos valores ético-religiosos, estéticos e cognitivos. O bem, o belo e a verdade afastavam-se velozmente, num movimento centrífugo, e em decorrência
"os valores mais sublimes retiraram-se da vida pública, seja para o reino transcendental da vida mística, seja para a fraternidade das relações humanas diretas e pessoais... Não é por acaso que hoje somente nos círculos menores e mais íntimos, em situações humanas pessoais, é que pulsa alguma coisa que corresponda ao pneuma profético, que nos tempos antigos varria as grandes comunidades como um incêndio".
As duas fortalezas do sublime, que Weber menciona, não demoraram a ceder: a vida mística, assediada pela maré de pseudo-esoterismo que se apropriou de sua linguagem e de seu prestígio, acabou por se recolher à marginalidade e ao silêncio para não se contaminar da tagarelice profana. A intimidade, vasculhada pela mídia, violada pela intromissão do Estado, tornada objeto de exibicionismo histérico e de bisbilhotices sádicas, desapropriada de sua linguagem pela exploração comercial e ideológica de seus símbolos, simplesmente não existe mais.
Toda a literatura do século XX reflete esse estado de coisas: primeiro a "incomunicabilidade" dos egos, depois a supressão do próprio ego: a "dissolução do personagem". Mas, desde Weber, muita água rolou. Nas proximidades do fim do milênio, o que se entende por mística é um cerebralismo de filólogos; por intimidade, o contato carnal entre desconhecidos, através de uma película de borracha. Os três valores supremos já não são apenas autônomos, mas antagônicos. O belo já não é apenas alheio ao bem: é decididamente mau; o bem é hipócrita, pseudo-sentimental e tolo; a verdade, feia, estúpida e deprimente. A estética celebra os vampiros, a morte da alma, a crueldade, o macho que mete o braço até o cotovelo no ânus de outro macho. A ética reduz-se a um discurso acusatório de cada um contra seus desafetos, aliado à mais cínica auto-indulgência. A verdade nada mais é o consenso estatístico de uma comunidade acadêmica corrompida até à medula.

Nessas condições, é um verdadeiro milagre que um indivíduo possa escapar por instantes da redoma de chumbo da apeirokalia, e outro milagre que, ao retornar ao pesadelo que ele denomina "vida real", esses instantes não lhe pareçam apenas um sonho, que não se deve mencionar em público.

Mas nada proíbe um escritor de dirigir-se, em suas obras, aos sobreviventes do naufrágio espiritual do século XX, na esperança de que existam e não sejam demasiado poucos. Acossados pelo assédio conjunto da banalidade e da brutalidade, esses podem conservar ainda uma vaga suspeita de que em seus sonhos e esperanças ocultos há uma verdade mais certa do que em tudo quanto o mundo de hoje nos impõe com o rótulo de "realidade", garantido pelo aval da comunidade acadêmica e da Food and Drug Administration.

É a tais pessoas que me dirijo exclusivamente, ciente de que não se encontram com mais freqüência entre as classes letradas do que entre os pobres e os desvalidos.

Livros Indicados


Na minha modesta opinião, sem estes livros, nada de entender o mundo que vivemos. Mais que livros de cabeceira, são os títulos necessários para sustentar todos os outros. Pretendo ampliar bastante esta lista de livros indicados, por isso volte sempre a esta página.

A Bíblia 

Confissões - Santo Agostinho 

Cidade de Deus - Santo Agostinho

Livre Arbítrio - Santo Agostinho

Apologia de Sócrates - Platão 

A República - Platão

Críton - Platão 

Fédon - Platão 

Organon - Aristóteles

Poética - Aristóteles 

Retórica - Aristóteles 

Metafísica - Aristóteles

Ética a Nicômaco - Aristóteles

Da alma - Aristóteles

Política - Aristóteles

Suma Teológica  - Sto. Tomás de Aquino

Comentários a Aristóteles - Sto. Tomás de Aquino

A Divina Comédia - Dante Alighieri

King Lear - Shakespeare

Hamlet - Shakespeare

Os Lusíadas - Camões

Discurso de Metafísica - Leibniz

Os Demônios - Dostoiévski

Crime e Castigo - Dostoiévski

Cristianismo Puro e Simples - C.S. Lewis 

Arte de Ler - Mortimer Adler

A Vida Intelectual - A.D. Sertillanges 

O Jardim das Aflições - Olavo de Carvalho

O Imbecil Coletivo - Olavo de Carvalho

Dom Quixote - Cervantes

1984 - George Orwell

Revolução dos Bichos - George Orwell

Neuromancer - Willian Gibson

Admirável Mundo Novo - Audous Huxley

O Outono da Idade Média - Joseph Huizinga

Aos poucos todos os livros em Domínio Público estarão disponíveis para download no blog Leia na Tela: http://leianatela.blogspot.com.br 

Filmes Indicados


Nesta página vou indicar alguns documentários que acredito interessantes, principalmente levando em consideração os assuntos tratados neste blog. Todos têm link para download. Volte sempre à esta página, pois pretendo atualizá-la com frequencia.

A História da Ciência (BBC - The Stoy of Science):
Esta é uma série de documentários, produzida pela BBC e apresentada por Michael Mosley. É melhor do que a maioria dos últimos trabalhos da emissora britânica e pretende contar a história, ou melhor, como viemos parar na ciência moderna. Talvez por serem voltados ao público leigo, algumas vezes Mosley cai no simplismo quando tenta interpretar fatos históricos e descobertas com uma certa simpatia exagerada - um documentário não precisa ser engraçadinho. Mesmo assim, é uma ótima fonte de informações e curiosidades. São seis horas muito agradáveis para os curiosos em geral.

(legendado)


A História das Religiões
Religião, filosofia, pragmatismo e ceticismo são temas que provocam a reflexão sobre a existência humana: de onde viemos, para onde vamos e porque estamos aqui. Povos de diversas partes do mundo, em épocas diferentes, cada um à sua maneira procuraram e ainda procuram respondê-las. Em cada um dos vídeos desta série encontram-se algumas respostas, vistas a partir da ótica espiritual ou racional de africanos, ameríndios, budistas, católicos, protestantes, céticos, confucionistas, egípcios, gregos, judeus, romanos, taoístas e xintoístas. Neles a viagem espiritual passa pela geografia e pela história. As imagens são deslumbrantes e as informações nelas impressas são certamente uma aula. A chance de se aprofundar em temas complexos são vitais à nossa compreensão da vida.

(dublado)


Machado de Assis - A Crônica e a História:
Documentário da TV Senado sobre nosso maior escritor. Um trabalho muito bem feito. O documentário Machado de Assis - A Crônica e a História resgata a atividade de cronista do escritor que é considerado o maior representante da literatura nacional. Machado de Assis deixou registrada nos jornais as características humana, social e política do Brasil da segunda metade do século 19. (duração: 52 minutos)

(nacional)


The Soviet Story:
Um filme documentário feito por um diretor Letão que mostra como a União Soviética ajudou a Alemanha nazista promover o Holocausto. Além disso, é um documentário sobre os crimes Soviéticos contra a humanidade e seu próprio povo numa escala industrial. Mais importante, sublinha a semelhança dos regimes Nazi e Soviético e as indiscutíveis maneiras de como eles ajudaram-se mutuamente. Termina com uma conclusão de como a Europa carece de vontade política para condenar totalmente os crimes comunistas contra a humanidade, porque não é assim que o mundo funciona. Com a Alemanha e a Rússia construindo gasodutos juntos, é difícil imaginar um levantando a voz contra o outro e exigindo, por exemplo, a extradição dos interrogadores da KGB soviética que torturaram muitas pessoas até à morte. Eles continuam a viver em Moscou como veteranos decorados. O documentário "The Soviet Story" (A História Soviética) é dirigido por Edvins Snore, que passou 10 anos coletando informações e dois anos filmando em vários países. Entre os entrevistados no filme estão historiadores ocidentais e russos como Norman Davies e Boris Sokolov, o escritor russo Viktor Suvorov, o dissidente soviético Vladimir Bukovsky, membros do Parlamento Europeu e também as vítimas de terror soviético.

(legendado)


Escravos Desconhecidos:
Documentário muito interessante e factual  apresentado pela TVI24, de Portugal. Neste incrível trabalho, historiadores e estudiosos do tema derrubam muitos mitos sobre a história da escravidão e mostra a história dos escravos brancos vítimas dos mouros. Participações: Salah Trabelsi (Universidade de Lyon); Mohammed Ennaji (Universidade de Rabat); Thomas Vernet (Universidade de Paris); Ibrahima Thioub (Universidade de Dakar).

(legendado)


Apocalipse, o Último Livro da Bíblia:
Como vários documentários da BBC, este também demonstra uma certa má vontade com o Cristianismo. O Livro do Apocalipse, no entanto, é um livro tão poderoso que passa sua mensagem mesmo quando é tratado com a superficialidade e a burrice dos preconceituosos.

(legendado)

O Universo Elegante:
Universo Elegante - Supercordas, dimensões ocultas e a busca da teoria definitiva, por Brian Greene. Neste Documentário admirável, Brian Greene relata a história científica e a luta humana por detrás da busca desta teoria final. Ideias revolucionárias e excitantes tais como novas dimensões escondidas no tecido do espaço, buracos negros que se transformam em partículas elementares, cortes e furos no contínuo do espaço-tempo, universos gigantes que se trocam com outros minúsculos, e toda uma variedade de outros aspectos que desempenham um papel essencial na compreensão de algumas das questões mais profundas de todos os tempos. Com autoridade e charme, através do uso da metáfora e de analogias, Brian Greene consegue tornar acessíveis alguns dos conceitos mais sofisticados alguma vez pensados, levando-nos mais perto do que nunca a compreender como funciona o universo.


End Game - O Plano para a escravidão global:
Documentário do texano Alex Jones. Para abrir os olhos de quem ainda acha que o plano de governo mundial - em implantação neste exato momento - trata-se de "teoria da conspiração. Uma introdução ao assunto.

(legendado)


Dinheiro é Dívida (Money is Debt):
Este é um dos documentários mais impressionantes que eu já assisti. A primeira impressão é tratar-se de uma grande bobagem, mas bastam alguns minutos para perceber que estamos diante de uma verdade incontestável: um grupo de banqueiros nos faz de palhaços e explora nosso suor por meio de um sistema ilusório e criminoso. Uma mentira cuja única sustentação reside em sua credibilidade, por mais paradozal que isto pareça.

(legendado)


A Grande Farsa do Aquecimento Global:
Este documentário encerra o assunto sobre o aquecimento global antropogênico. Mostra com incrível abundância de provas que toda essa balela serve apenas para interesses muito mais danosos que o dióxido de carbono. Indico aqui porque sei que ainda existem pessoas inteligentes acreditando nesta bobagem.

(legendado)

Selecionei também alguns filmes que marcaram a minha vida. Eis:

Documentários Indicados



Nesta página vou indicar alguns documentários que acredito interessantes, principalmente levando em consideração os assuntos tratados neste blog. Todos têm link para download. Volte sempre à esta página, pois pretendo atualizá-la com frequencia.

A História da Ciência (BBC - The Stoy of Science):
Esta é uma série de documentários, produzida pela BBC e apresentada por Michael Mosley. É melhor do que a maioria dos últimos trabalhos da emissora britânica e pretende contar a história, ou melhor, como viemos parar na ciência moderna. Talvez por serem voltados ao público leigo, algumas vezes Mosley cai no simplismo quando tenta interpretar fatos históricos e descobertas com uma certa simpatia exagerada - um documentário não precisa ser engraçadinho. Mesmo assim, é uma ótima fonte de informações e curiosidades. São seis horas muito agradáveis para os curiosos em geral.

(legendado)


A História das Religiões
Religião, filosofia, pragmatismo e ceticismo são temas que provocam a reflexão sobre a existência humana: de onde viemos, para onde vamos e porque estamos aqui. Povos de diversas partes do mundo, em épocas diferentes, cada um à sua maneira procuraram e ainda procuram respondê-las. Em cada um dos vídeos desta série encontram-se algumas respostas, vistas a partir da ótica espiritual ou racional de africanos, ameríndios, budistas, católicos, protestantes, céticos, confucionistas, egípcios, gregos, judeus, romanos, taoístas e xintoístas. Neles a viagem espiritual passa pela geografia e pela história. As imagens são deslumbrantes e as informações nelas impressas são certamente uma aula. A chance de se aprofundar em temas complexos são vitais à nossa compreensão da vida.

(dublado)


Machado de Assis - A Crônica e a História:
Documentário da TV Senado sobre nosso maior escritor. Um trabalho muito bem feito. O documentário Machado de Assis - A Crônica e a História resgata a atividade de cronista do escritor que é considerado o maior representante da literatura nacional. Machado de Assis deixou registrada nos jornais as características humana, social e política do Brasil da segunda metade do século 19. (duração: 52 minutos)

(nacional)


The Soviet Story:
Um filme documentário feito por um diretor Letão que mostra como a União Soviética ajudou a Alemanha nazista promover o Holocausto. Além disso, é um documentário sobre os crimes Soviéticos contra a humanidade e seu próprio povo numa escala industrial. Mais importante, sublinha a semelhança dos regimes Nazi e Soviético e as indiscutíveis maneiras de como eles ajudaram-se mutuamente. Termina com uma conclusão de como a Europa carece de vontade política para condenar totalmente os crimes comunistas contra a humanidade, porque não é assim que o mundo funciona. Com a Alemanha e a Rússia construindo gasodutos juntos, é difícil imaginar um levantando a voz contra o outro e exigindo, por exemplo, a extradição dos interrogadores da KGB soviética que torturaram muitas pessoas até à morte. Eles continuam a viver em Moscou como veteranos decorados. O documentário "The Soviet Story" (A História Soviética) é dirigido por Edvins Snore, que passou 10 anos coletando informações e dois anos filmando em vários países. Entre os entrevistados no filme estão historiadores ocidentais e russos como Norman Davies e Boris Sokolov, o escritor russo Viktor Suvorov, o dissidente soviético Vladimir Bukovsky, membros do Parlamento Europeu e também as vítimas de terror soviético.

(legendado)


Escravos Desconhecidos:
Documentário muito interessante e factual  apresentado pela TVI24, de Portugal. Neste incrível trabalho, historiadores e estudiosos do tema derrubam muitos mitos sobre a história da escravidão e mostra a história dos escravos brancos vítimas dos mouros. Participações: Salah Trabelsi (Universidade de Lyon); Mohammed Ennaji (Universidade de Rabat); Thomas Vernet (Universidade de Paris); Ibrahima Thioub (Universidade de Dakar).

(legendado)


Apocalipse, o Último Livro da Bíblia:
Como vários documentários da BBC, este também demonstra uma certa má vontade com o Cristianismo. O Livro do Apocalipse, no entanto, é um livro tão poderoso que passa sua mensagem mesmo quando é tratado com a superficialidade e a burrice dos preconceituosos.

(legendado)

O Universo Elegante:
Universo Elegante - Supercordas, dimensões ocultas e a busca da teoria definitiva, por Brian Greene. Neste Documentário admirável, Brian Greene relata a história científica e a luta humana por detrás da busca desta teoria final. Ideias revolucionárias e excitantes tais como novas dimensões escondidas no tecido do espaço, buracos negros que se transformam em partículas elementares, cortes e furos no contínuo do espaço-tempo, universos gigantes que se trocam com outros minúsculos, e toda uma variedade de outros aspectos que desempenham um papel essencial na compreensão de algumas das questões mais profundas de todos os tempos. Com autoridade e charme, através do uso da metáfora e de analogias, Brian Greene consegue tornar acessíveis alguns dos conceitos mais sofisticados alguma vez pensados, levando-nos mais perto do que nunca a compreender como funciona o universo.


End Game - O Plano para a escravidão global:
Documentário do texano Alex Jones. Para abrir os olhos de quem ainda acha que o plano de governo mundial - em implantação neste exato momento - trata-se de "teoria da conspiração. Uma introdução ao assunto.

(legendado)


Dinheiro é Dívida (Money is Debt):
Este é um dos documentários mais impressionantes que eu já assisti. A primeira impressão é tratar-se de uma grande bobagem, mas bastam alguns minutos para perceber que estamos diante de uma verdade incontestável: um grupo de banqueiros nos faz de palhaços e explora nosso suor por meio de um sistema ilusório e criminoso. Uma mentira cuja única sustentação reside em sua credibilidade, por mais paradozal que isto pareça.

(legendado)


A Grande Farsa do Aquecimento Global:
Este documentário encerra o assunto sobre o aquecimento global antropogênico. Mostra com incrível abundância de provas que toda essa balela serve apenas para interesses muito mais danosos que o dióxido de carbono. Indico aqui porque sei que ainda existem pessoas inteligentes acreditando nesta bobagem.

(legendado)