O hangout de hoje terá como convidado o escritor Flavio Quintela, autor dos livros "Mentiram (e muito) para mim" e "Mentiram para mim sobre o Desarmamento - em parceria com Benê Barbosa.
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A Mentira como Estratégia Política
O hangout de hoje terá como convidado o escritor Flavio Quintela, autor dos livros "Mentiram (e muito) para mim" e "Mentiram para mim sobre o Desarmamento - em parceria com Benê Barbosa.
Fotos do Lançamento na Livraria Martins Fontes
Agradeço aos amigos e leitores que compareceram ao lançamento do livro "O Brasil e a Nova Ordem Mundial", que aconteceu no domingo, 02 de dezembro. Eis algumas fotos que eu recebi. Mande a sua.
Última Chamada
Farei hoje, das 15 às 18 horas, uma tarde de autógrafos na Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista 509, a 50 metros do Metrô Brigadeiro. O estacionamento fica na Rua Manoel da Nóbrega, 88. Ficarei muito feliz com a presença de vocês. Abraços e bom domingo.
Tarde de Autógrafos
Anotem na agenda: dia 2 de dezembro de 2018, domingo à tarde, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo.
Espero vocês. ✍️📗
Espero vocês. ✍️📗
O Brasil e a Nova Ordem Mundial - Vídeo sobre o novo livro
Novo vídeo no canal do escritor Alexandre Costa, autor das obras "Fazendo Livros", "Introdução à Nova Ordem Mundial", "Bem-vindo ao Hospício", "O Novato" e "O Brasil e a Nova Ordem Mundial".
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Liv. Terça Livre: https://bit.ly/2wDauwo
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Livrarias Curitiba: https://bit.ly/2wJ9oPL
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Blog do autor: http://ordem-natural.blogspot.com.br
Loja virtual: http://rarosdaweb.org
Perfil Facebook: https://www.facebook.com/alecosta.on
Twitter: @rarosdaweb
Gab: @alexandrecosta
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Nova Ordem Mundial no FB: www.facebook.com/livro.novaordemmundial
Bem-vindo ao Hospício no FB: www.facebook.com/bemvindoaohospicio
Bem-vindo ao Hospício, por Francisco Escorsim
Bem-vindo ao Hospício
Quando decidi escrever neste espaço sobre a chamada “nova direita”, tinha apenas um objetivo: ler e resenhar os livros publicados por autores que a integram, gostem ou não dessa inclusão que é apenas constatação de um fato. Não demorou para perceber que não daria para falar dessas obras sem contextualizá-las melhor nas circunstâncias em que nasceram, o que me levou a rascunhar as origens da “nova direita”, destacando fatos e pessoas de importância fundamental para o que veio depois. Agora que cheguei à fase em que os livros começaram a ser publicados, compreendi por que, lá no início, achava que deveria começar as resenhas pelos livros do Alexandre Costa. Não, não é o fundador da Cacau Show. Quem é, então?
Entendo se você se fez essa pergunta. Alexandre Costa não faz questão de participar das turmas da “nova direita”, algo essencial se quisesse se tornar mais (re)conhecido dentro dela. Porque essa “nova direita” mal entrou na adolescência, época em que a falta de personalidade é mascarada por uma identidade grupal visceral. Por isso qualquer um que dela faça parte será inevitavelmente enquadrado como sendo desse ou daquele grupo, ainda que não faça parte de nenhum. O que mais temos na “nova direita”, aliás, são pessoas que se identificam muito mais por negativas e exclusões do que outra coisa. A começar por aqueles que são de direita por e para não serem de esquerda, seja lá o que a direita for. Daí o fenômeno bem comum de termos conservadores ou liberais que assim se identificam com uma dessas posições mais para não serem confundidos com a outra. Dê uma mirada em muitos perfis de neodireitistas nas redes sociais e verá a quantidade de orgulhosos conservadores e liberais que se orgulham mais do que não são do que por aquilo que seriam, se de fato fossem.
Vai nessa percepção menos uma crítica e lamento do que a constatação de um fato crucial que é, no meu entender, o ponto de partida para compreender a “nova direita” a partir da realidade concreta na qual surgiu, qual seja, num contexto de despertar cultural e político que leva primeiro a descobrir o que não se é nem se quer para só depois, se amadurecer, tornar-se quem deverá ser e sabendo pelo que lutar. O que a paralisação dos caminhoneiros revelou senão justamente que temos muito a reclamar sem saber direito o que pedir? Ou alguém aí da “nova direita” vai dizer que a greve foi boa quando resultou em tabelamento de preço e consequente aumento de tudo o mais para bancar uma única conta, a do diesel? Enfim, enquanto esse amadurecimento não acontece, se é que vai ocorrer, melhor lema não há para a “nova direita” do que o verso de uma música da Legião Urbana, típica banda para adolescentes: “Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto”.
Nesse contexto, o sujeito que desperta recebe da realidade um “bem-vindo ao hospício”, que também é o título feliz dado por Alexandre Costa ao seu segundo livro, editado pela Vide em 2016, e cuja leitura recomendo a quem quer antes se orientar na confusão em que vivemos do que correr para fazer parte do grupo que for. Volta e meia, aliás, recebo pedidos de recomendação do que dar para ler para quem “acordou” da anestesia do politicamente correto ou do esquerdismo ainda reinante. Quase sempre indico este livro. Porque Alexandre é didático, simples e “descomplicador”. Além disso, não fala desde o ponto de de vista da “direita” ou algo assim, mas desde o seu próprio ponto de vista de escritor espantado com a loucura reinante e tentando apenas expressá-la: “o objetivo deste livro é simplesmente reunir algumas destas observações, que estão muito mais próximos do espanto do que da indignação”.
Mas expressar algo é também dar-lhe uma forma que pode ser mais ou menos condizente com a realidade do que se expressa. No caso desse livro, o que vai ganhando forma à medida que avançamos na leitura é a do próprio tratamento da loucura que diagnostica. O apanhado de sintomas e exemplos de uma sociedade doente, que ele classifica em psicoses políticas, neuroses culturais e loucuras sociais, não é exaustivo, nem pretende ser, mas é suficientemente completo para que o leitor faça um diagnóstico de si e dos demais à sua volta e descubra que “nas doenças intelectuais que abordamos aqui elas nunca surgem sem que tenham sido influenciadas por uma espécie de ignorância histórica que costuma evoluir para o que podemos chamar de amnésia coletiva. Da ignorância e amnésia passamos à histeria e a praticamente todas as outras neuroses”.
Ignorância histórica se cura com conhecimento da história, é claro, mas quando a ideologização do senso comum chegou ao ponto em que chegou, o que seria até simples de se resolver, bastando interesse e força de vontade, tornou-se bastante complicado, sendo mais fácil e infelizmente comum o indivíduo confiar no conhecimento de alguns cuja autoridade não advém de outra fonte que não a do grupo ao qual agora passou a pertencer. Tipos assim acabam enlouquecendo também, é claro: “O meu tipo favorito de ‘doido destro’ (…) é aquele cara que acredita que o simples fato de ser aluno ou leitor esporádico de alguém reconhecidamente inteligente faz dele um sábio sem esforço, por osmose. Como se ele já soubesse tudo aquilo que seus professores sabem e não apenas o que ele aprendeu, assim que consegue repetir dez ou vinte afirmações verdadeiras abandona o seu passado e troca de ‘roupa intelectual’. Logo após algumas postagens bombásticas no Facebook passa a agir (e pensar!) como um conselheiro independente que a sociedade deve ouvir caso queira estabelecer a paz, a moral e a civilização, essas coisinhas simples”. Por isso o autor tem toda razão em avisar: “Não pense o leitor que a insanidade é um monopólio da esquerda”.
Ao fim do livro, Alexandre dá um relato pessoal que nos serve de exemplo de como curar a ignorância histórica: começando por compreender melhor a sua própria história de vida. Ao escrever o livro, Alexandre se deu conta que, depois de décadas trabalhando em vários empregos e ramos profissionais, muito desses anos em editoras, um único espanto perpassa sua vida e o move a escrever: “o espanto de perceber como grande parte das pessoas da minha geração, seja no campo profissional ou pessoal, se afasta da realidade em busca do conforto da adequação. Vi isso acontecer diante do meus olhos: o sujeito enlouquece só para não ofender os outros loucos”.
É por isso que costumo recomendar a leitura desse livro do Alexandre aos recém-despertados nesse hospício em que vivemos. Porque ele dá um exemplo não só de alguém que não enlouqueceu para se adequar ao que quer que seja, como também de quem assumiu sua vocação, no caso a de escritor, tendo consciência de sua capacidade e limitações. Para compreender melhor esse exemplo é preciso falar também do seu primeiro livro, Introdução à Nova Ordem Mundial, editado por conta própria em 2013 e com uma segunda edição revista e ampliada publicada pela Vide em 2015. Se Bem-vindo ao hospício foi fruto de um espanto, este foi resultado de uma curiosidade de tentar entender o evento histórico mais relevante do século 21 até o momento: o atentado de 11 de Setembro nos EUA.
Isso o levou a descobrir e começar a conhecer o que se convencionou chamar de Nova Ordem Mundial, que segundo o autor “é um conjunto de iniciativas que visam a implantação de um governo mundial estruturado em camadas, mas centralizado em uma entidade global – talvez a ONU, talvez uma que venha a ser criada”. O livro, porém, não é uma análise desse fenômeno, mas uma coletânea das informações colhidas em mais de dez anos de estudos cujo objetivo é o de “servir de porta de entrada para a compreensão da mudança civilizacional que atravessamos. (…) Por serem bastante objetivas, as descrições não se aprofundam o suficiente, mas até por uma questão de credibilidade diante do desconhecido, o intuito é que o leitor faça por si mesmo uma pesquisa mais completa”.
O livro é realmente introdutório e tem um mérito que poucos possuem: diz muito com muito pouco. A edição que possuo, a primeira, tem pouco mais de 100 páginas, mas a quantidade de informações é tanta que somente um bom escritor conseguiria compactá-las de uma forma facilmente compreensível e, mais importante, sugestiva, a incentivar o leitor a descompactar muitas delas e estudar por conta própria. E este é o leitor que Alexandre gostaria de ter: “Meu leitor ideal é aquele que busca a confirmação ou refutação antes de formar juízo sobre a informação recebida. Tenho observado que as pessoas que pensam assim tendem a compreender melhor, em menos tempo e com mais profundidade”. Ele próprio dá exemplo de ser alguém assim.
Tive o prazer de conhecer o autor quando veio a Curitiba lançar seu primeiro livro, em 2013, na saudosa Livraria Danúbio. Temia encontrar um louco, pois era preciso estar maluco para querer publicar um livro por conta própria tendo por assunto algo tão vasto e complicado assim. Como a livraria estava cheia, fiquei esperando do lado de fora lendo o livro e já no primeiro parágrafo meu medo começou a se dissolver ao ler: “Não possuo qualquer autoridade no assunto e não tenho credencial que avalize o trabalho por antecipação”. Quando o evento na livraria acabou e pude conhecê-lo pessoalmente, o que mais me chamou a atenção foi sua humildade. De louco ele não tinha nada, era apenas corajoso de dar a cara a tapa com seu livro e esperar que, se alguma autoridade possuía, ela lhe seria conferida pelo próprio trabalho, mais nada. Depois desses dois livros e com mais dois no forno para este 2018, com promessa de um futuro romance, posso afirmar que a autoridade de Alexandre Costa só tende a crescer. Azar de quem não o conhecer.
Artigo publicado originalmente na Gazeta do Povo em 05/06/2018.
Francisco Escorsim é advogado, professor e palestrante. Escreve na Gazeta do Povo.
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Espiral do silêncio – Prefácio – Alexandre Costa
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| Capa do livro de Elisabeth Noelle-Neumann |
Título: A Espiral do Silêncio - Opinião Pública: Nosso Tecido Social
Autora: Elisabeth Noelle Neumann
Editora: Estudos Nacionais
Edição: 1ª - Agosto de 2017
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 340
Link para comprar na Amazon: https://amzn.to/2Ienrl2
Prefácio - Alexandre Costa
A democracia não é uma dádiva. Nem no
sentido de perfeição, muito menos no sentido de presente. Para ser verdadeira e
estável, a dinâmica democrática exige que os seus pressupostos sejam
constantemente aperfeiçoados e defendidos.
Entre os princípios que constituem uma
sociedade democrática está a liberdade de expressão, que consiste na
materialização da liberdade da consciência, e é, portanto, fonte de todas as
outras liberdades e condição sine qua non
para a existência de uma coisa chamada individualidade humana.
Bem no meio dessa intrincada rede de
sustentações composta de direitos e deveres, coletivos e individuais,
encontra-se a “opinião”, essa palavra muito usada e pouco compreendida, que
serve a variados propósitos e que frequentemente é alçada ao Olimpo sem a
exigência da sua adequação à realidade.
Nos últimos anos tem aumentado o espaço
e a relevância das opiniões pessoais. Tudo passou a ser nivelado como opinião,
desde palpites espontâneos a escolhas racionais, passando por reflexos
condicionados e palavras de ordem. Com o crescimento e a onipresença das redes
sociais, o espaço e o acesso à opinião aumentaram consideravelmente, o que
torna o assunto ainda mais importante para qualquer um que pretenda entender o
panorama sócio-político.
Diante da importância cada vez maior destas
novas formas de comunicação, que permitem a publicação das manifestações pessoais sem
qualquer exigência de contrapartida, torna-se imprescindível refletir sobre a
essência e os acidentes relacionados à formação, influência, cristalização e
repercussão da opinião.
Em meus estudos sobre a cronologia dos
planos de constituir um governo mundial, notei que ao longo do tempo um fator foi
particularmente aprimorado com mais afinco que os demais. Depois de alguns
projetos baseados principalmente na força militar, econômica e política, as
iniciativas visando convencimento, persuasão e qualquer outro tipo de
influência tornaram-se o foco das atenções destes planejadores, e por fim
mostraram-se mais eficientes que os fuzis e as legislações. Mesmo quando
comparada a outros aspectos como sistemas econômicos e iniciativas políticas,
nenhuma outra área recebeu mais atenção daqueles que desejam controlar o mundo
inteiro.
Como a eficácia deste tipo de
iniciativa depende de um certo grau de discrição, a maioria das pessoas nem
imagina que por trás de toda comunicação global, principalmente nos assuntos
vitais e estratégicos, existe uma intenção deliberada de interferir na opinião
das pessoas, com técnicas, métodos e
experimentos. Na verdade poucos sabem que o controle da opinião pública é tema
de inúmeros estudos e tem sido beneficiado com financiamentos de valores
incalculáveis.
Qualquer um que tenha pesquisado sobre
os regimes totalitários que inspiraram os projetos que hoje são conhecidos como
Nova Ordem Mundial sabe que a questão da manipulação da opinião é central nesse
processo. De Antonio Gramsci à Escola de Frankfurt, passando por diversos
outros pensadores, fica evidente que a estratégia mudou drasticamente após os
fracassos dos regimes soviético e nazista. O foco, que era “mudar a sociedade
de cima para baixo”, transformou-se em uma série de iniciativas que têm como
objetivo mudar antecipadamente o pensamento do indivíduo e desta forma
enfrentar menos resistência para as futuras implantações.
Basta pensar um pouco para perceber que
de nada adianta lutar contra as iniciativas políticas e econômicas que compõem
estes planos sem conhecer a estratégia insidiosa que se esconde na comunicação
de massa. E assim que eu percebi que esta era a chave para compreender o
panorama e prever os rumos das decisões políticas, passei a procurar pelos
estudos sobre o tema. O que eu não esperava é que a maioria dos estudos mais
sérios e documentados sobre a influência da comunicação na formação das
opiniões levava a um assunto ainda mais específico e profundo, a Espiral do
Silêncio.
A autora deste estudo, que serviu a
muitos outros sobre ciência política, opinião pública e mídia é uma professora
alemã, Elisabeth Noelle-Neumann, nascida em
Berlim em 1916 e falecida em 2010. Seus estudos, iniciados ainda na década de
1960, demonstram, de forma objetiva e indiscutível, que a psicologia humana
obedece a certos preceitos para a formação da opinião, seja pública ou
individual.
Olavo de Carvalho, que foi o grande
responsável por aprofundar as
questões levantadas por Noelle-Neumann no Brasil,
explica a peculiaridade desta questão eminentemente psicológica, que atinge o
imaginário e talvez até o subconsciente das pessoas. O filósofo sintetiza a
Espiral do Silêncio como um jogo de impressões e de emoções vagas, e não um
processo de doutrinação ideológica. Tal característica exige uma observação
muito mais atenta e um estudo mais apurado, o que torna este livro ainda mais
necessário.
Como
já estava habituado a não encontrar no Brasil alguns dos livros essenciais ao
assunto que pesquisava, principalmente aqueles que desmontam ou simplesmente
questionam as argumentações do status quo,
não foi uma surpresa descobrir que o livro ainda não tinha uma edição
brasileira.
Décadas depois, portanto, chega ao
Brasil o livro que traz todas as informações necessárias para a compreensão
dessa estratégia e que permite, ao leitor atento, imunizar a sua percepção de
forma a não ser mais um idiota-útil.
Partindo de pesquisas realizadas nas
eleições alemãs entre 1965 e 1971, a autora percorre um longo e detalhado
caminho, mostrando passo a passo o funcionamento dos mecanismos que influenciam
o posicionamento e a tomada de decisões.
Todo estruturado como uma aula, o livro
lançado agora no Brasil pela editora Estudos
Nacionais traz todas as etapas necessárias para a compreensão do que vem a
ser a Espiral do Silêncio e suas entranhas.
O livro começa apresentando as
ferramentas que serão utilizadas, avança para abordagens mais diretas sobre as
questões relacionadas à opinião, suas características e particularidades, tudo
com absoluta transparência e obedecendo a rigoroso método científico.
Logo no início o leitor já entende o
que é, como funciona e quais os métodos utilizados, levantando hipóteses e abrindo
para uma abordagem muito profunda sobre
o poder de influência do que a autora chama de isolamento, a força ativadora da
Espiral do Silêncio.
Os capítulos vão se desenvolvendo de
forma organizada e didática, com experimentos, entrevistas e cruzamento de
dados entre vários estudos, tudo sustentado com uma enxurrada de exemplos.
Em menos de 30 capítulos Noelle-Neumann oferece a explicação de todo um
sistema, que começa com a compreensão do tema central e continua com observações
históricas e demonstrações práticas do seu funcionamento, o que permite ao
leitor adquirir um aparato de conhecimentos e técnicas que vão abrir sua
compreensão não apenas nas questões diretamente ligadas à ciência política, mas
de toda comunicação de alguma forma relacionada com a opinião pública.
O ponto alto do livro, no meu entender,
reside na capacidade da autora de entrar no tema sem se apegar a formalismos
vazios ou academicismos desnecessários, mas vários outros aspectos merecem
destaque.
Diluída em diversos momentos ao longo
do livro, a demonstração da impossibilidade de avaliar a questão como uma
simples fórmula matemática é outro ponto essencial do estudo. A opinião pública
não é simplesmente a soma das opiniões pessoais e nem mesmo a média entre elas.
A autora mostra detalhadamente como os mais variados fatores, muitas vezes
desconexos e até mesmo aparentemente contraditórios, tendem a direcionar o
pensamento e o comportamento de uma maneira que as pesquisas mais superficiais
nunca poderiam ou poderão revelar. Com este olhar diferenciado o livro desmonta
diversos métodos simplórios de aferição usados em pesquisas cotidianas e mostra
como esses levantamentos também são usados para manipular a opinião pública.
Também merece registro o enfoque na observação
da forma que as notícias são propagadas, jogando luz não apenas sobre o
conteúdo transmitido, o que leva o leitor a compreender e identificar o corporativismo
da imprensa, seus reais objetivos, muitas vezes não declarados, e seus métodos
de manipulação, exagero e ocultação da informação circulante.
Este livro oferece ainda o mais
precioso dos instrumentos para demonstrar que existe manipulação deliberada na
transmissão da informação. E prova que a aplicação da Espiral do Silêncio não é
espontânea e definitivamente não é um fato isolado. Esta questão é decisiva
porque muitas pessoas intuitivamente desconfiam que existe algum tipo de
manipulação das informações, mas só conseguem enxergar interesses pontuais
sobre a distorção de uma notícia, sem perceber que existem ligações com várias outras.
Com o politicamente correto onipresente
e a disseminação avassaladora das iniciativas de engenharia social, o
lançamento da primeira versão brasileira deste clássico é motivo de comemoração
para todos que tenham interesse em proteger a sanidade das suas opiniões e dos
seus posicionamentos.
Boa leitura!
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Livro: O Brasil E A Nova Ordem Mundial
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| Lançamento: setembro / 2018 |
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"Em seu livro anterior, Introdução à Nova Ordem Mundial, Alexandre Costa apresentou-nos os principais personagens ligados aos diversos movimentos de tendências globalistas, trazendo a lume figuras e nomes em grande parte desconhecidos do grande público, mostrando que a idéia de domínio mundial é real e viva.
Agora neste novo livro, da mesma maneira didática e direta, o autor dá um passo adiante e nos faz entender, não somente as origens práticas e intelectuais desses mesmos movimentos, mas também seu modus operandi.
Alexandre ainda arremata seu trabalho incluindo uma análise, pioneira e impactante, de como o Brasil, em sua história e atualmente, se enquadra no contexto da Nova Ordem Mundial."
Texto de apresentação de Fábio Blanco, advogado e escritor.
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Por Que Saí do Goldman Sachs - Uma História de Wall Street
Indico este livro para quem pretende entender a estrutura bancária por trás da Nova Ordem Mundial. O testemunho de Greg Smith não apenas explica o funcionamento de uma das instituições mais poderosas do mundo, o Goldman Sachs, mas ilumina questões obscuras sobre o Federal Reserve, a bolsa de valores e os mecanismos que sustentam o poder dos metacapitalistas. Uma obra de muito valos para a compreensão do globalismo escrita de forma leve e agradável por alguém que esteve no olho do furacão.
Trecho:
“Ao longo
dos anos 2000, Wall Street estruturou derivativos complexos para ajudar
governos da Europa, como Grécia e Itália, a mascararem sua dívida e fazer seus
orçamentos mais saudáveis do que de fato eram. Esses acordos geraram centenas
de milhões de dólares de honorários para os bancos, mas no fim ajudaram esses
países a empurrar os problemas com a barriga estrada afora. O fracasso de
tratar dos problemas culminou na crise da dívida soberana europeia com que o
mundo tenta lidar hoje.
(...) você
não fala sobre os possíveis lados negativos para eles. Esses ficam sepultados nas letras miúdas do
aviso legal de dez páginas no final do contrato.
Comprar um
desses produtos derivativos estruturados seria como entrar em uma loja e
comprar uma lata de atum. Na lata está escrito claramente: ‘Atum Abelhão’, e
ela exibe um pequeno logo bonitinho. Você vai pra casa, e na maior parte das
vezes você desfruta de um atum delicioso. Mas digamos que um dia você chega em
casa e encontra comida de cachorro dentro da lata. “Como pode isso?”, você se
indaga. “Disseram que era atum”. Mas então você olha atrás da lata. Ali, em
letra tão miúda que é quase ilegível, está impresso algo do tipo: ‘O conteúdo
pode não ser atum. Pode conter comida de cachorro’. Os governos da Grécia e da
Itália, a Autoridade Líbia de Investimentos, a cidade de Oakland, o estado do
Alabama e incontáveis outras dotações e fundações abriram suas latas e encontraram
comida de cachorro.”
Greg Smith, autor de Por Que Saí do Goldman Sachs, explicando o modus operandi dos bancos internacionais e a crise de 2008.
Sinopse oficial: Em março de 2012, Greg Smith publicou um artigo no jornal The New York Times intitulado 'Por que estou saindo do Goldman Sachs'. O texto rapidamente se espalhou pela internet, e provocou respostas enérgicas por parte do mercado financeiro e até do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.
A história começa no ano 2000, quando Smith, então com 21 anos, iniciou sua carreira no Goldman Sachs como estagiário, sendo apresentado ao princípio nº 1 dos negócios do banco: 'Os interesses de nossos clientes vêm sempre em primeiro lugar'. Esta frase permaneceu como o mantra de Smith ao longo de sua ascensão dentro da empresa, com uma carteira de clientes que administrava mais de três trilhões de dólares em ativos.
O autor detalha como o banco mais poderoso do mundo, que participou da abertura de capital de empresas emblemáticas como Ford, Sears e Microsoft, se tornou um vampiro, que se referia aos clientes como 'fantoches' e pagou a multa recorde de meio bilhão de dólares à Comissão de Títulos e Câmbio dos EUA. Smith mostra a transformação de Wall Street em uma indústria dividida por causa de conflitos de interesse e pela mentalidade do lucro acima de tudo, à custa do próprio sistema econômico e da sociedade como um todo.
Depois de falar com nove sócios do Goldman Sachs ao longo de um período de doze meses, Smith se convenceu de que a única forma de o sistema mudar seria por meio das declarações de alguém que já fez parte dele. Ele abandonou sua carreira e tomou a questão em suas mãos. Esta é sua história.
Sobre o Autor
Greg Smith pediu demissão do cargo de diretor-geral de Negócios Derivativos de Crédito do Goldman Sachs para a Europa, o Oriente Médio e a África no primeiro semestre de 2012. Nascido e criado em Johannesburgo, África do Sul, Smith se formou pela Universidade de Stanford antes de começar a trabalhar em tempo integral no Goldman Sachs, em 2001. Passou dez anos no escritório de Nova York até ser transferido para Londres, em 2011. Atualmente, mora em Nova York.
Páginas: 296
Editora: Leya - 2013
.
O Brasil e a Nova Ordem Mundial - Alexandre Costa
"Em seu livro anterior, Introdução à Nova Ordem Mundial,
Alexandre Costa apresentou-nos os principais personagens ligados aos diversos
movimentos de tendências globalistas, trazendo a lume figuras e nomes, em
grande parte, desconhecidos do grande público, mostrando que a ideia de domínio
mundial é real e viva. Agora, neste novo livro, da mesma maneira didática e
direta, o autor dá um passo adiante e faz-nos entender, não somente as origens
práticas e intelectuais desses mesmos movimentos, mas também seu modus
operandi. Nisto, ele presenteia-nos com a possibilidade de compreender um mundo
que nos cerca, mas que não é imediatamente perceptível a mentes não treinadas -
um mundo de manipulação e opressão. E quando isso já bastaria para dar-nos por
satisfeitos, Alexandre Costa arremata seu trabalho incluindo uma análise,
pioneira e impactante, de como o Brasil, em sua história e atualmente,
enquadra-se no contexto da Nova Ordem Mundial. O que se encontra nas páginas
deste livro é surpreendente, não apenas para quem se informa unicamente pelo
noticiário cotidiano, mas mesmo para quem já se dispôs a entender mais
profundamente o que ocorre no mundo." - Fabio Blanco, advogado e escritor.
Ficha Técnica do livro "O Brasil e a Nova Ordem Mundial", de Alexandre Costa:
Vide Editorial
1ª Edição - 2018
Número de Páginas: 164
Notas de rodapé: 178
Prefácio: Luis Vilar
Texto 4ª Capa: Fabio Blanco
Texto Orelha: Cristian Derosa
Lançamento: setembro de 2018
Link para comprar com dedicatória exclusiva: http://rarosdaweb.org/index.php?route=product/product&product_id=319
Nova Ordem Mundial no You Tube
Para um escritor não há nada mais satisfatório do que encontrar leitores atentos que valorizam o seu trabalho. No meu caso a satisfação é ainda maior, pois a intenção era exatamente disseminar informações sobre Nova Ordem Mundial. Inclusive no final do livro deixei este recado:
"O intuito deste trabalho, que encaro como missão e já foi repetidamente informado, é despertar a curiosidade pelos assuntos políticos relevantes e fornecer subsídios para o início de um estudo que só se transforma em conhecimento quando aprofundado por vontade do estudante. Por estas razões a disseminação deste conteúdo será uma grande vitória para o autor e está autorizada desde que identificada a fonte e sem qualquer alteração em seu conteúdo."
Aqui você encontra alguns dos vídeos que eu encontrei recentemente sobre o livro "Introdução à Nova Ordem Mundial" feitos por leitores. Neste mesmo blog existem outros. Além de esmiuçar o livro, estes vídeos apresentam informações relevantes para quem estuda NOM, Governo Mundial, globalismo, totalitarismo etc. Graças a Deus são muitos vídeos espalhados no You Tube, Dailymotion, Facebook, Twitter e outras plataformas. Aos poucos pretendo incluir todos. Caso você saiba de mais algum, por favor informe no comentário.
Maurício Ribeiro
Danilo Veríssimo
Augusto Almeida
Daniel Ferraz
Junior Sickknt
Aproveite e inscreva-se no meu Canal no You Tube:
Estou tentando reunir mais vídeos sobre meus livros, minhas palestras, entrevistas, hangouts e outros conteúdos relacionados ao tema. E se você tem interesse no assunto, ajude a divulgar. Desde já agradeço.
Página do livro Nova Ordem Mundial no Facebook:
Grupo sobre N.O.M.
Em breve lançarei outro livro sobre Nova Ordem Mundial. Desta vez o foco é o Brasil.
Introdução à Nova Ordem Mundial - curso com Fred Pontes - 5 Aulas
O Fred Pontes fez um curso baseado no meu livro "Introdução à Nova Ordem Mundial". Em 5 aulas ele explica detalhadamente o conteúdo do livro e acrescenta informações valiosas. Originalmente publicado no canal do CFC Juazeiro.
Aula 1: https://www.youtube.com/watch?v=gGDuBJgKwTE
Aula 2: https://www.youtube.com/watch?v=gGDuBJgKwTE
Aula 3: https://www.youtube.com/watch?v=ObZa4lEt2S4&t=121s
Aula 4: https://www.youtube.com/watch?v=q1zp4mkAaEU&t=4219s
Aula 5: https://www.youtube.com/watch?v=Bf-Z8x3NXzk&t=5s
Livros Nova Ordem Mundial - Promoção 1
Promoção Exclusiva com 05 livros sobre Nova Ordem Mundial - (Cinco livros que abordam todos aspectos da NOM)
O mínimo que você precisa saber sobre Nova Ordem Mundial. Seleção de algumas das mais importantes publicações sobre os assuntos relacionados:
- EUA e a Nova Ordem Mundial - Olavo de Carvalho e Alexandre Dugin
- Introdução à Nova Ordem Mundial - Alexandre Costa
- Maquiavel Pedagogo - Pascal Bernardin
- Poder Global e Religião Universal - Juan Claudio Sanahuja
- A Conspiração Aberta - H. G. Wells
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