O fundamento das liberdades



“Ele (o escritor) terá de realizar a viagem, enfrentar a chance de ser mais um náufrago, especialmente se a incompreensão atingir o seu relacionamento com esse sujeito desconhecido chamado “o leitor”. Ao mesmo tempo que quer conversar com essa alma única, há a intenção de ser amado pelas multidões. Com muita dificuldade, descobre que isso é quase impossível, a não ser que envileça seu trabalho: a multidão, se alguma vez conseguir escutá-lo, deve estar induzida a um entusiasmo lúcido e sereno – em um estado de liberdade oposto ao seu estado comum, em geral tomado pelo frenesi coletivo e fortuito. Descobre enfim que a sua conversação com o leitor se dá no silêncio, na solidão da leitura da qual se forma a verdadeira consciência individual, na liberdade interior que fundamenta todas as outras liberdades da sociedade.”
– Martim Vasques da Cunha ( A Poeira da Glória)

Entenda a nossa imprensa


Para entender a imprensa brasileira é preciso saber que:
1) “Polêmico” é todo aquele que discorda do jornalista;
2) “Controvérsia” é quando o povo não quer o mesmo que os modernetes;
3) “Estudos indicam” é o consenso saído de um boteco na Vila Madalena ou no Leblon;
4) “Notícias falsas” são aquelas informações que a mídia quer esconder;
5) “Extrema direita” é qualquer posicionamento contrário ao deputado BBB;
6) “Movimento social” é um grupo de gente paga para tumultuar;
7) “Mídia independente” é aquela que o George Soros financia;
8) “Intelectual” é o sujeito que diz a mesma bobagem, mas com palavras bonitinhas;
9) “Especialista” é o amigo palpiteiro do jornalista;
10) “Suposto” é quando alguém que o jornalista admira faz alguma cagada;
11)“Racista”, “machista”, “fascista” e “homofóbico” são xingamentos com o mesmo teor do bom e velho FDP.

(Postado no Facebook em 13 de abril de 2017)

Coréia do Norte na mira




Quem leu a biografia do David Rockefeller sabe que ele considerava a China o modelo mais parecido com o que ele desejava para o mundo: um Estado enorme, totalitário, atuando em parceria com financistas e grandes corporações. Para chegar a este modelo “ideal”, a família Rockefeller e seus parceiros metacapitalistas usaram outras ditaduras como experimentos sociais, entre elas a URSS, a Alemanha de Hitler, a Líbia de Muammar Gaddafi e a ilha prisão dos irmãos Castro. Em todos estes casos é possível identificar a alternância entre apoio e repreensão. Enquanto estão agindo do modo que interessa aos megalomaníacos, ou seja, aumentando as formas de controle da população, endividando e subordinando o país frente aos bancos, tudo corre perfeitamente bem. Quando um desses ditadores começa a agir fora dos limites estabelecidos, passa a ser considerado inimigo perigoso e caso se mantenha no mesmo caminho será sistematicamente destruído. Com a Coréia do Norte deve estar acontecendo algo parecido. Não consigo encontrar outra explicação para a longa permanência de crápulas como Fidel ou o Pastel de Flango. 

(Postado no Facebook em 15 de abril de 2017)

Presentão!



Coronel Enio Fontenelle: ex-diretor de Telecomunicações e Eletrônica do Serviço Nacional de Informação, autor de 7 livros, entre eles ZR-BRASIL - Zona de Retaguarda e a Nova Ordem Mundial.
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