Ainda sobre o BIFE e seus leitores

Leitor do BIFE gosta de comentar

Eu nunca disse que o B.I.F.E. era coisa de gente burra, pelo contrário, sei perfeitamente que os editores, “jornalistas”, escritores e demais picaretas que editam os Blogs “Independentes” Financiados pelo Estado são mesmo é muito espertos. Terminei a postagem anterior dizendo que são patéticos, assim como é patética toda tentativa de disfarçar uma mentira evidente. Também registrei uma dúvida sobre a capacidade intelectual de quem acredita nestes espertalhões, ou seja, os leitores do BIFE.

Se eu já tinha consciência da esperteza do BIFE, em alguns comentários da referida postagem pude confirmar a desconfiança que tinha dos seus leitores: são burros mesmo. Simples assim.

O blog Ordem Natural é um espaço privado, pessoal e realmente independente: não recebo um tostão de quem quer que seja e não estou alinhado a nenhuma força política, pois considero que nenhuma delas representa de fato meus anseios.  Mesmo assim costumo dar espaço e responder às discordâncias. Sei que não sou o dono da verdade e por isso sempre é bom ouvir o outro lado, seja para aprender e me corrigir, seja para aperfeiçoar meus próprios argumentos. Meus leitores sabem que já fiz postagens exclusivamente com o intuito de responder a comentários discordantes e já corrigi algumas informações erradas detectadas em algum comentário ou e-mail.

Acontece que desta vez o “lado de lá” não consegue argumentar, não conhece a lógica da discussão e agora percebo que muitos deles não conseguem nem mesmo ler com eficiência. Prova disso são alguns comentários que recebi e evidentemente não aprovei.

Aqui estão alguns in natura, sem correções:

“Filho da puta reacionário”
Anônimo

“Seu texto é bobajada do começo ao fim, não tem pé nem cabeça e são preconceituosos como você deve ser” 
Anônimo

“Esta postagem é um lixo”
Anônimo

“Então vc quer diser que todo que leem os artigos dos blogs independentes do pig são errados! So vc sabe tudo sabixao safado”
JR

“nazista idiota”
Anônimo

“Ser presunçoso não combina com a religião que alega professar”
Anônimo

“Texto raso, recheado de preconceitos. Acaba por fazer, exatamente o que diz que o "bife" faz, ou seja: "..defende causas indefensáveis, segue a estratégia de seus mestres, despreza os fatos em detrimento de seus interesses políticos, despreza também a lógica, a História, as leis... Qual é "A ordem natural"? Fazer só o que mandam? Não permitir opiniões contrárias? Ter preconceito pelo menos favorecido? Prefiro "A Ordem Justa", a natural depende do viés “
Justus

“Blog reacionário do começo ao fim”
Anônimo

“Seu blog deveria ser denunciado por racismo, seu racista miserável”
Anônimo

“Tomara que morra”
Anônimo

“Prezado Ale, Não tenho medo do contraditório. Sendo assim, gostaria de aprender com o intelectual, o farol. Não se preocupe usarei óculos escuros, para não ser ofuscado por seu luminar. Pena que não postou o que escrevi, mostrando o monte de erros de português, a falta de coesão. "Na verdade, isso apenas reforça e confirma o que escrevi": Preconceito” 
Justus

“Não gostei e nem precisei ler o resto do blog para ter certeza da merda que é”
Anônimo

“é um covarde de bosta...”
Anônimo

“Vc eh louco?”
Anônimo

“Ale, você deve ser internado e parar de receber dinheiro do PIG”
Dantas

“Seu merda”
Anônimo

Gosto particularmente daqueles que simplesmente atacam, gritam, esperneiam e nada comentam. São mais sinceros e servem de perfeito exemplo do que afirmei ser um traço indisfarçável dos leitores do BIFE. Estes comprovam a minha tese de maneira bem divertida. Outros tentam dar ao comentário uma aparência civilizada (ou quase) sem, no entanto, refutar qualquer informação ou mesmo dar consistência à sua discordância.

O comentarista que se intitula Justus, por exemplo, assina dois comentários e em outro, postado “corajosamente” como Anônimo, diz que eu sou covarde (mal sabe este coitado que os blogs possuem identificador de IP).

O corajoso “Anônimo” diz que sou covarde! Não é uma graça?

Pois bem. Em seu primeiro comentário o tal Justus diz que meu texto é raso, mas não explica os motivos. Profundo deve ser o seu enciclopédico comentário de três linhas. Copiando uma parte do meu texto, o que deve diminuir seu comentário ao meio, diz ele também que faço o que mandam, que defendo causas indefensáveis, desprezo a história, a lógica e não permito opiniões contrárias. Ele se esqueceu de dizer quem manda, quais as causas que não deveria defender nem diz qual é a “opinião contrária”. Seria um pouco demais esperar alguma refutação lógica ou factual de um idiota como esse, mas mesmo assim ele se supera no final do comentário (leiam acima). Confundindo tudo, até o título do blog com o título da postagem, chama de preconceito o que escrevi. Sinceramente gostaria de saber onde ele encontrou preconceito ou, no mínimo, saber qual é o dicionário que este energúmeno utiliza, já que aqueles que conheço não indicam nenhuma acepção que possa ser considerada neste caso.

Continuando, esse primor de intelecto arremata seu comentário com algo realmente incompreensível: “Qual é "A ordem natural"? Fazer só o que mandam? Não permitir opiniões contrárias? Ter preconceito pelo menos favorecido? Prefiro "A Ordem Justa", a natural depende do viés”. Leiam a postagem e o comentário mais uma vez e tentem identificar o que ele tentou dizer. Eu sinceramente não consegui.

Não satisfeito com o vexame, escreveu outro. Desta vez começou dizendo que não tem medo do contraditório. Talvez na cabecinha deste corajoso que usa o anonimato para me chamar de covarde (!) ele pense que eu tenho! Fingindo modéstia que confirma uma soberba injustificada, tenta a ironia como forma de fugir do debate, e foge mesmo, descaradamente. Não refuta nada, nem uma linha. Não mostra meus erros de lógica, não traz fatos que desabonem o que escrevi, não aponta a superficialidade do texto, nada! Ele simplesmente chama de “preconceito” mais uma vez e ponto final.

Sem perceber, o boçal confirma sua inépcia intelectual ao acreditar que refutou um texto ao acusá-lo de “preconceito”. Preciso dizer mais alguma coisa?



Sei que meus poucos e fiéis leitores não estão interessados nesse lixo que vem dos leitores do BIFE e assemelhados, por isso peço desculpas por esta postagem recheada de material fecal. Prometo que só voltarei a abordar o esgoto quando for realmente necessário.

.

Você conhece o B.I.F.E. ?



Você conhece o B.I.F.E. ?

O Brasil é um país bizarro. Além das Organizações Não Governamentais que vivem do dinheiro público, agora temos também o BIFE: Blogs Independentes Financiados pelo Estado.

Em um país sério não existiriam, mas diante da imbecilidade brasileira, conquistaram certa influência entre leitores desinformados e internautas ingênuos.

Feito uma legião, atuam em conjunto, repetindo e repetindo falácias com homogeneidade impressionante. Mais governistas que o próprio governo, não demonstram qualquer constrangimento ao defender causas indefensáveis e mudam de idéia de acordo com a estratégia de seus mestres. Como se não bastasse o desprezo pelos fatos em detrimento de seus interesses políticos, desprezam também a lógica, a História, as leis...

Para cada crítica ao governo eles reagem coletivamente, repetindo sempre a mesma ladainha e tentando mudar o foco da discussão. Embora sejam intelectualmente desprezíveis e seus textos recheados de mitificações, palavras de ordem e humor de gosto duvidoso, algumas de suas bobagens circulam pela Internet como se fossem verdades irrefutáveis.

Como não têm compromisso com a verdade, apenas com sua ideologia, não percebem ou não se importam com as incoerências de suas idéias. Ao mesmo tempo em que criticam a democracia israelense ou americana, por exemplo, elogiam paraísos democráticos como Venezuela, Cuba, China, Coréia do Norte, Faixa de Gaza, Irã...

Com raríssimas exceções, são incultos, mas não são burros. Colocam-se na posição de “jornalistas independentes” da “imprensa alternativa” para os seus leitores bobocas, mas no fundo sabem que não passam de burocratas obedientes, paus-mandados que vestem qualquer camisa que lhes imponham seus “superiores”. Até a censura defendem, usando, é claro, de eufemismos como “regulação”, “controle social” e outras figuras de linguagem.

Sem qualquer receio de subestimar a inteligência de seus leitores, criam fantasias alucinadas, repletas de conceitos ultrapassados, desmentidos ou refutados. Mesmo assim, como estamos no Brasil do Século XXI, emplacaram algumas expressões, repetidas à exaustão:

“Partido da Imprensa Golpista “(PIG): segundo o BIFE, a grande mídia conspira contra o coitadinho do governo “popular”. O fato de o governo brasileiro gastar mais dinheiro com propaganda do que com a saúde e educação não importa. Também não tem importância a total ausência de críticas realmente contundentes na grande imprensa.

“Tudo culpa das elites”: o fato dos membros deste governo estarem no poder há 10 anos é bobagem. Outra bobagem são as alianças com os setores mais retrógrados do país e o apoio das grandes fortunas, dos bancos e das multinacionais. Para o BIFE, “as elites” são sempre “os outros”.

“Conspirações da Direita Conservadora”: mesmo após o líder máximo da esquerda e ídolo supremo desse povo reconhecer a inexistência da direita, o BIFE insiste em rotular qualquer adversário político como “direitista”, “conservador”, “reacionário”, sempre ideologizando as palavras e desprezando o dicionário.

“São todos nazistas e fascistas”: Quem discorda do BIFE, das chamadas ações afirmativas ou de alguma decisão governamental é logo taxado de nazista ou fascista. Para eles, matar milhões de pessoas é o mesmo que ter uma opinião contrária.

- x -

Dica: para identificar um BIFE, basta procurar por algumas palavras e expressões. Elas sempre estão presentes:

“Burguês imperialista”, “estadunidense”, “mídia burguesa”, “mídia golpista”, “imperialismo ianque”, “direita midiática”, “controle social da mídia”, “regulação da mídia”, “elite imperialista”...

Concluindo, se eles são patéticos, o que dizer de quem ainda acredita neles?

Leia também: Ainda sobre o BIFE e seus leitores

.

3ª Guerra Mundial - Calmaria





3ª Guerra Mundial, momento de calmaria

Mesmo diante de um aparente momento de calmaria, possíveis causas de uma Terceira Guerra Mundial continuam sem solução.

Após a instabilidade causada pelo acirramento do conflito entre Israel e o Hamas, surge uma aparente calmaria no panorama político. Pelo noticiário internacional temos a impressão de que os problemas foram todos resolvidos. Uma análise mais profunda revela um turbilhão de problemas que continuam se contorcendo sob a calmaria da superfície.

A invasão israelense à Faixa de Gaza, que muitos viram como uma possível etapa de um ataque ao Irã, não ocorreu. Um cessar-fogo providencial salvou os palestinos e tranquilizou os israelenses. A Terceira Guerra Mundial, que bem poderia ser a conseqüência de um acirramento deste conflito na Palestina, agora parece um pouco mais distante, mas não distante o suficiente para qualquer forma de comemoração.

Na Síria nada mudou, apenas o número de mortos cresce a cada dia. Rebeldes revolucionários, mercenários e tropas do ditador Bashar al-Assad estão em choque há semanas, destruindo bairros residenciais e centros comerciais das principais cidades. Seja qual for o resultado dessa guerra, a Síria foi reduzida a um monte de escombros e certamente estará sem dinheiro para reconstruir. Estruturas históricas de cidades como Damasco foram seriamente danificadas.

No Egito a Fraternidade Muçulmana começa a mostrar sua face que a mídia internacional fez questão de esconder durante a cobertura da chamada “Primavera Árabe”. O democrático presidente Mohamed Morsi aproveitou a imagem de “conciliador”, que conseguiu intermediando a paz entre Israel e o Hamas, e tenta fazer com que todas as suas ações sejam consideradas necessariamente constitucionais, sejam elas quais forem.

Os iranianos, por sua vez, continuam divulgando seus progressos na física nuclear e na propulsão de foguetes, e quando alguém liga um fato ao outro e desconfia das suas reais intenções, ficam irritados. Ao mesmo tempo espalham cálculos e previsões sobre os altíssimos custos de um eventual ataque às suas instalações nucleares. Muito além do dinheiro necessário para uma operação como essa, que pode envolver até 31 alvos, os iranianos incluem nesta conta os danos à imagem de Israel e aliados, os custos diplomáticos, os prováveis boicotes comerciais e também os atentados terroristas, que certamente serão cometidos em vários cantos do mundo como represália a um ataque ao Irã.

Em uma postagem anterior estranhei a posição da Turquia, que continua incerta devido à ambiguidade dos seus líderes, o que não vem a ser novidade, nem na Turquia nem em lugar nenhum nestes dias macabros. O xadrez das relações diplomáticas internacionais está muito confuso. Várias mudanças importantes ocorreram nos últimos anos e os poderes se alteraram, ao menos em sua parte “executora” e visível. Parte deste poder ainda não decantou e a água permanece turva.  Novos líderes assumiram o comando de países com intensas relações com a Europa, como Líbia e Egito, e a crise dos europeus que tende a se intensificar em 2013 deve deixar tudo ainda mais confuso.

A reeleição de Obama o coloca em uma posição mais confortável e isso pode aproximar os EUA da China e da Rússia, o que o levará a uma dependência diplomática menor de países periféricos como Turquia, Índia, Egito e até mesmo o Brasil. Essa mudança de foco pode facilitar a consolidação da Fraternidade Muçulmana não apenas no Egito, mas em outros países islâmicos, o que vai dificultar ainda mais um eventual ataque ao Irã por parte de Israel, cada vez mais isolado.

Nestas semanas de tranqüilidade superficial, quem saiu perdendo foi Israel, que após mais uma resolução contrária na ONU se viu obrigado a liberar a construção de mais 3.000 casas para proteger seu território, ato pelo qual foi moralmente condenado por toda comunidade internacional, inclusive pelos EUA.

Pensando bem, Mahmoud Abbas foi quem mais ganhou. Quando parecia que estava perdendo a liderança, eclipsado pelo Hamas, que ficou mais evidente durante o conflito, tirou uma carta da manga e surpreendeu muita gente, inclusive este que vos escreve.

Não podemos esquecer que a maré recua antes de um tsunami.

.

Nova Ordem Mundial em livros



Duas pessoas escreveram (Iolanda e Anônimo7) perguntando qual seria o melhor livro para iniciar um estudo sobre o panorama político internacional.

Existem excelentes obras sobre fenômenos específicos da Nova Ordem Mundial. Livros completos e imprescindíveis para quem pretende entender o mundo em que vivemos. Todos estes livros, no entanto, abordam determinados aspectos da mudança civilizacional que atravessamos, mas não todos eles, devido à própria impossibilidade de conciliar amplitude e profundidade. Não conheço nenhum trabalho que seja ao mesmo tempo amplo e introdutório, e foi exatamente por este motivo que eu resolvi escrever o livro que devo lançar em breve.

Meu livro vai se chamar Introdução à Nova Ordem Mundial e pretende servir de porta de entrada para estudos mais profundos e mais focados.  Em breve falarei mais sobre o livro.

Livros sobre a Nova Ordem Mundial
Esta é uma lista de alguns livros que conheci por indicação de Olavo de Carvalho, em suas aulas no Seminário de Filosofia, em seus artigos de jornal e no programa semanal True Outspeak. Os assuntos são diferenciados, mas todos estão de alguma forma relacionados aos fenômenos da chamada Nova Ordem Mundial. Eu aproveitei e adicionei os livros do próprio Olavo e um do Heitor de Paola, que considero um dos melhores livros que li sobre a N.O.M.

Lista de livros – Nova Ordem Mundial
Carrol Quigley - Tragedy and Hope - A History of The World in Our Time
Cliff Kincaid Kincaid - Global Bondage - The U.N. Plan to Rule the World (1995)
Daniel Estulin - A verdadeira história do Clube Bilderberg
Edward Griffin - Fearful Master - A Second Look at the United Nations (1964)
Heitor de Paola – O eixo do mal latino americano e a Nova Ordem Mundial
H.G. Wells - The Open Conspiracy
Lee Penn - False Dawn - The United Religions Initiative, Globalism, and the Quest for a One-World Religion
Padre Paul Kramer - O Derradeiro Combate do Demônio
Stanley Monteith - Brotherhood of Darkness

Livros de Olavo de Carvalho que podem ajudar na compreensão da Nova Ordem Mundial:
O Jardim das aflições
A Nova Era e a Revolução Cultural
Os EUA e a Nova Ordem Mundial (Debate com Alexandr Dugin)
O futuro do pensamento brasileiro
Maquiavel ou a confusão demoníaca
A filosofia e seu inverso
Livraria do Seminário de Filosofia:  http://livraria.seminariodefilosofia.org  

Em breve o meu: “Introdução à Nova Ordem Mundial”. Aguarde!

.

Expedisom 1 - Niyaz



Talvez porque as últimas postagens trataram de assuntos mais densos, senti a necessidade de arejar, e nada melhor do que a transcendência da música para trazer novos ares às mentes angustiadas pelas durezas da realidade.

No mês passado fiz uma postagem (Falando de Música) sobre uma agradável tarde que passei com meus irmãos, primos e amigos conversando sobre música. Falamos da decadência musical contemporânea, relembramos curiosidades, destacamos obras memoráveis e na ocasião prometi ao Carlinhos Coelho, o Nenê, algumas indicações de sonoridades diferentes.

Há seis ou sete anos tive o prazer de produzir e apresentar um programa na Rádio Scalla FM. O programa se chamava Expedisom e surgiu de uma conversa com a então diretora da rádio, a carioca Hayla Meininnthz, uma pessoa adorável, com uma sensibilidade musical aguçada e uma cultura artística incomum em executivos de alta performance como ela.

A idéia do Expedisom era fazer uma viagem geográfica e temporal, buscando o melhor que cada povo foi capaz de produzir musicalmente. Foram 36 horas “viajando” pelos seis continentes, em várias épocas, buscando tradições, artistas e sonoridades, algumas vezes exóticas, mas sempre tendo a qualidade musical como filtro.

Do Expedisom só se aproveitam as músicas e o conteúdo informativo relacionado a elas. Assim como outros programas que me aventurei a fazer, como o ImegaTV (TVA), o Mutante (TV Rock) e o Papo de Músico (TV Tatuapé), o amadorismo do apresentador estragava o programa.

Aqui e em próximas postagens vou destacar o que o Expedisom apresentou de mais valioso.

Niyaz – Descobrir a banda formada pela iraniana Azam Ali, pelo americano Carmen Rizzo, produtor do Cirque Du Soleil e pelo gênio musical Loga Ramin Torkian logo após o lançamento do seu primeiro disco (Niyaz, de 2005) foi uma grata surpresa, uma das melhores descobertas que o Expedisom me proporcionou.

Orbitando o Niyaz estão outras bandas e músicos incríveis (Axiom of Choice, Vas, Greg Ellis etc.), que descobri partindo da sua vocalista, uma iraniana criada na Índia. Abaixo seguem três músicas que gosto muito: Ghazal, Allahi Allah e Beni Beni.  Todas elas misturam sonoridades do povo persa, urdu, otomano, poemas antigos, o psicodelismo indiano, o ritmo árabe... Sou fã do Niyaz!


Niyaz - Ghazal 


Niyaz - Allahi Allah


Niyaz - Beni Beni

Na próxima postagem (Expedisom 2) vou trazer mais informações sobre esse grupo de pessoas extremamente criativas.

PS: Aproveito para agradecer minha grande amiga Glair Picolo, que me presenteou com o maravilhoso segundo cd do Niyaz, direto da Turquia. 

.

Teoria da Conspiração Sionista




No meu entender, acreditar na chamada Teoria da Conspiração Sionista é um erro grosseiro na interpretação dos fenômenos políticos contemporâneos. Como esse erro é recorrente em boa parte daqueles que estudam a Nova Ordem Mundial, até mesmo entre os mais sérios, resolvi expor as razões que me levam a acreditar que esta teoria, além de não encontrar respaldo na realidade, contribui decisivamente para obscurecer ainda mais o assunto. Como a questão Israel x Palestina está na pauta do dia, aproveito para fazer um comentário pontual sobre o assunto.

A idéia da Conspiração Sionista nem deveria ser chamada de teoria, porque pertence ao campo das hipóteses. E eu a vejo como hipótese furada. Uma teoria conquista respeito quando vitoriosa no confronto com pelo menos a maioria das teorias contrárias. Mesmo não alcançando o patamar de “Lei”, uma teoria não pode fugir deste confronto com idéias adversárias e muito menos descartar fatos que a desmintam. Enquanto não faz isso, continua sendo apenas uma hipótese.

Como toda forma de generalização, a hipótese da conspiração sionista também simplifica, oculta fatores complexos e desta forma impede a perfeita compreensão do fenômeno que procura descrever.

O sionismo como ideal político existe e deve mesmo existir. Ele corresponde a um desejo natural de um povo em criar e manter uma nação, com território, língua e uma ordem legal constituída e apoiada em seus valores morais e culturais.

Sei que a formação do Estado de Israel não ocorreu com a “pacificidade” ideal desejada e muitos árabes foram expulsos ou forçados a abandonar suas terras. É fato que muitos morreram por resistirem à construção deste Estado, inclusive judeus. Mas também é verdade que muitos que ali estavam aceitaram e passaram a integrar a ordem judaica, sem abandonar sua antiga religião e desfrutando dos inúmeros progressos que os israelenses inegavelmente trouxeram para ao Oriente Médio.

Para aqueles que ainda questionam a legitimidade do Estado de Israel devido à maneira com que foi implantado, lembro que nas nações americanas ou mesmo na Europa as coisas ocorreram exatamente da mesma forma. Antes dos portugueses, espanhóis e ingleses implantarem sua idéia de civilização na América não existiam índios que pensavam dominar seu território? E antes destes não houve outra tribo dominante?

Mesmo utilizando esse raciocínio, no caso dos judeus a coisa se complica. Talvez ainda mais. O centro territorial da disputa já esteve nas mãos dos judeus, cristãos e muçulmanos, apenas para falar dos mais recentes, pois também poderíamos lembrar os romanos, os persas, os cananeus, os hititas...

Seguindo esse raciocínio de ancestralidade como garantidor da soberania sobre o território, devemos devolver a América aos índios e a Europa aos bárbaros. E para quem deveríamos, então entregar a terra que vai do Jordão ao Mediterrâneo? Para algum povo acadiano ou algum agrupamento do Neolítico?

Sempre que penso na questão do Estado de Israel, na Faixa de Gaza e na Palestina, tendo a acreditar que é um problema sem solução, pelo menos no curto prazo. Não tenho a mínima idéia de como resolver aqueles problemas e agradeço a Deus por esta decisão não estar em minhas mãos, mas acho que culpar exclusivamente o sionismo por este problema é simplificar demais uma questão enormemente complexa.

O Estado de Israel é o eixo da discussão por ser a “alma” do sionismo, no entanto, sua importância é minimizada ou deturpada na “teoria sionista” de poder global, quando não é completamente desprezada. A hipótese de que os judeus controlam o mundo e planejam escravizar todos os não-judeus se esquece de observar os fatos cotidianos relacionados ao Estado de Israel. 

Os organismos internacionais, controlados pelos bancos das grandes dinastias, são todos abertamente anti-Israel. Nenhum outro país recebeu tantas condenações na ONU, e qualquer um conhece a influência dos bancos sobre a ONU. O episódio da “Flotilha da Paz” é outra prova disso: o mundo inteiro ficou contra Israel por fazer aquilo que todos os países tem a obrigação de fazer: defender a sua soberania. No recente conflito com o Hamas a mesma coisa...

Existem judeus entre os que estão no topo do mundo. É fato. É fato também que existem pessoas implantando mecanismos de controle sobre todas as sociedades, de forma a criar um governo global que perpetue suas famílias no poder. Este grupo de pessoas, ou melhor, estas famílias, controlam os bancos, as grandes corporações, os meios de comunicação. Seu poder se estende pelos governos, universidades e centros de entretenimento. Tudo isso é fato, assim como é fato que algumas destas famílias são judias, inclusive a mais rica e poderosa de todas elas. Mas o judaísmo não é unanimidade entre esse seleto grupo de bilionários e os ideais que os movem nada tem a ver com os valores do povo de Abraão e Moisés. Entre os poderosos por trás da cortina existem aqueles que alegam ser cristãos, muçulmanos, hindus, espíritas, ateus e satanistas, mas todos eles estão bem distantes do que entendemos por “religiosos”. São pessoas megalomaníacas, vítimas indefesas da ganância incontrolável, doentes que nunca estão nem estarão satisfeitos.

Além de não possuírem qualquer laço religioso com seus antepassados, estes ícones do materialismo estão completamente desligados de seus conterrâneos e contemporâneos. Estão pouco se lixando para Israel ou para os israelenses. Apesar dos discursos inflamados, utilizam seus tentáculos nas ONGs e na imprensa para promover inimigos de Israel. Seus interesses estão atrelados a dinheiro e poder, nada além disso.

Israel está sendo usado por interesses opostos aos seus.  Banqueiros globalistas financiam o islamismo e o movimento comunista como forma de provocar o caos na sociedade ocidental. E Israel é o pivô desta batalha, de onde pode surgir uma 3ª Guerra Mundial, com resultados literalmente apocalípticos. Quem não acredita na existência desta espúria aliança basta rastrear de onde surgem as críticas mais ferrenhas ao Estado de Israel. Além das teocracias ou monarquias islâmicas, quase sempre os ataques verbais ou condenações públicas que mais tarde circulam na Internet partem de paraísos democráticos como Cuba, Coréia do Norte, Venezuela... O apoio incondicional à Palestina e aos muçulmanos em geral é um patrimônio da esquerda mundial.  As alianças estão aí, só não vê quem não quer...

Muito além de toda generalização embutida na “conspiração sionista”ou “judaica”, que também pode aparecer sob os rótulos “Conspiração Khazar” ou “Talmúdica”, existe realmente uma tentativa de criar um governo totalitário mundial, mas ele não obedece a nenhuma orientação religiosa ou étnica.

Alguns fatos constantemente descartados

Penso que para chegar a qualquer conclusão é preciso confrontar versões, comparar testemunhos, conferir relações de causa e consequência e tentar se aproximar o máximo possível da realidade onde o assunto está inserido. Este processo de avaliação não permite descartar um fato, nem dele se deve deduzir um conceito.   

No campo da informação Israel é alvejado por variados inimigos e para este tipo de ataque seu avançado sistema defensivo de nada adianta. O que pode tornar espantoso e inacreditável o que digo se explica pela desinformação, ou pela ausência de informação concreta. Alguns fatos não estão com freqüência na mídia, embora esta seja nominalmente controlada por judeus, o que no meu entender comprova o que digo sobre as reais motivações dessa gente que está no poder.

 Estes fatos que contrastam com a opinião hegemônica ou simplesmente destoam dela são descartados ou amenizados sempre que o assunto Israel x Palestina está no centro do debate. Aqui estão alguns deles, mas não todos.

·       Israel é a mais estável nação do Oriente Médio, um dos poucos países da região sem quantidade significativa de petróleo, tem pouca água e possui um dos menores territórios;

·         Existem árabes muçulmanos muito felizes com o Estado de Israel. Muitos deles vivem na Faixa de Gaza e adorariam se livrar do Hamas;

·         As fronteiras do Estado de Israel foram mais ou menos definidas como estratégia defensiva, conseqüência de uma seqüência de vitórias militares esmagadoras contra nações que a atacam desde o dia da sua fundação;

·         O próprio filho do fundador do Hamas condena as atividades do grupo e explica como alguns líderes fazem sua plataforma política baseada no fomento ao ódio aos judeus. Veja a declaração que ele fez em um Congresso Judaico;

·        Nenhum país árabe se interessou em receber os palestinos, mesmo tendo enormes territórios desabitados, e o Egito se negou a controlar politicamente a Faixa de Gaza, como sugerido por Israel;

·         Existem muçulmanos em todos os níveis hierárquicos do Estado de Israel, inclusive no poder executivo, no parlamento e no judiciário. Esta "diversidade" é incomum no mundo muçulmano;

·         A maioria dos militantes do Hamas, Hezbollah, Jihad Palestina e de outros grupos não utilizam trajes militares durante o combate, um detalhe que quase sempre é "esquecido" na hora de contar os “mortos civis” causados pelos ataques israelenses.

·        Algumas lideranças palestinas fazem política com os cadáveres, e muitas farsas neste sentido já foram comprovadas (veja foto abaixo e o documentário Pallywood);

.        Em 2012 Israel sofreu mais de 1.200 ataques, pelo menos 400 deles antes do revide;

 .       Por definição, qualquer reação militar é proporcionalmente mais violenta do que o ataque que a originou; se você duvida disso dê um tapa na orelha do Mike Tyson e espere pela "reação proporcional" dele;

·         Por último o mais importante: em todo Oriente Médio, Israel é o lugar mais seguro para os Cristãos praticarem sua religião;


Não acredite em tudo o que vê por aí...
Esta foto que vai abaixo é apenas um exemplo claro de como pode funcionar a indústria da ocultação, desinformação e manipulação. A foto em questão, ou melhor, a parte dela que foi recortada de acordo com os interesses do Hamas, circulou bastante e ainda estampa dezenas de sites. Na Internet existem algumas outras fraudes fotográficas e o documentário Pallywood as expõe em vídeos irrefutáveis. Não estou dizendo que todas as fotos que circulam sejam montagens, nem acredito que os israelenses sejam todos santos, o que importa é desmascarar as mentiras onde quer que elas estejam.

Esta evidente encenação circula como "prova" da crueldade israelense

Entender a Nova Ordem Mundial exige o abandono das teorias generalistas. O primeiro passo é elencar os fatos e dar nome aos bois. É o que tentei fazer em meu novo livro, “Introdução à Nova Ordem Mundial”, que devo lançar em breve.  Neste trabalho que levou 10 anos de estudos, listei os fatos que julgo necessários para compreender os mais importantes aspectos da N.O.M.

Protocolos dos Sábios do Sião
Os Protocolos dos Sábios do Sião permanece uma incógnita. Se por um lado penso que as inúmeras referências à própria genialidade dos autores soam inverossímeis, por outro tenho que admitir que suas recomendações germinaram e deram frutos.

Em muitas páginas a capacidade maquiavélica dos planejadores é exageradamente exaltada. Tamanha demonstração de soberba não me parece muito adequada aos cérebros privilegiados que escreveram os estratagemas contidos nos Protocolos. Se contarmos com o fato de que os megalomaníacos sempre acreditam que suas idéias são intrinsecamente boas, até mesmo as mais cruéis, tamanha manifestação de orgulho pela maldade como vemos neste documento traz sérias dúvidas sobre a sua autoria.

De qualquer forma, os Protocolos são um fato, seus 24 capítulos expõem um plano realmente articulado e factual. Um projeto de longo prazo, que abarca os mais variados aspectos da sociedade, planejado e ordenado de maneira sistêmica. Como relata em detalhes um plano com etapas concluídas há décadas e outras sendo implantadas neste mesmo instante, é importantíssimo conhecer bem este documento, independente de quem esteja por trás de suas páginas.

Choque de civilizações
Por trás da questão Palestina, existe um conflito mais amplo entre Ocidente e Oriente, que ocorre no campo cultural, e a sua meta não é conquistar nenhum território, mas sim o senso comum de toda sociedade. Uma luta entre duas civilizações. Nesta luta Israel está do nosso lado, do que podemos chamar de Ocidente.  Do outro lado estão os inimigos do Ocidente, o islamismo, o movimento comunista internacional e os banqueiros que financiam toda essa farra. Pode até parecer um delírio colocar os banqueiros, islâmicos, socialistas e comunistas no mesmo barco, mas é exatamente o que está ocorrendo. Esta aliança, mesmo que momentânea, não é inédita e deve se intensificar. Apesar de serem forças concorrentes, unem-se pontualmente para atacar as bases da civilização ocidental, o inimigo comum.

Além de toda questão cultural, moral e até religiosa, meu apoio a Israel é também pragmático. Em uma luta entre duas formas de organizar uma sociedade, escolho a que julgo mais próxima dos meus ideais. 

Não pretendo voltar a este tema, por julgar que a soma desta postagem com as informações que estão no livro Introdução à Nova Ordem Mundial constituem tudo o que tenho a dizer sobre o assunto. Ao menos por enquanto.

.

Parcerias





O blog Ordem Natural foi criado para registrar e acompanhar a evolução dos meus estudos e trabalhos de forma a permitir uma melhor ordenação das minhas idéias. Este espaço é absolutamente independente e não tem nenhum rabo preso a ideologias ou doutrinas. Também não tem a pretensão de convencer ninguém nem provar o que quer que seja. A intenção do Ordem Natural é apenas registrar o que julgo importante, seja do que tenho aprendido, seja do que vejo acontecendo neste mundo cada dia mais estranho.

Mesmo sem ser o objetivo prioritário do blog, divulgar os fatos que auxiliam na compreensão do panorama político internacional, principalmente aqueles ausentes na grande mídia, acabou tornando-se o foco dos meus estudos. E como reflexo virou um tema frequente no Ordem Natural e assunto mais lido pelos meus adoráveis leitores.

Como o tema Nova Ordem Mundial abrange um volume imenso de informações complexas, que se acumulam há séculos, acredito que ninguém é capaz de abarcar e interpretar corretamente todas as facetas desta mudança civilizacional que vivemos.

A abrangência destes fenômenos que compõem a N.O.M. é tamanha, que é difícil encontrar uma atitude humana que não está sendo influenciada por estes fatos, e o que é pior, quase todos eles são absolutamente desconhecidos da maioria da população mundial.

Diante desta complexidade, aliada ao poder envolvido e à rápida implantação de alguns pilares da Nova Ordem Mundial, parece evidente que o isolamento não é o caminho ideal para quem pretende expor estes fatos. Por esta razão, o Ordem Natural indica diversos links de blogs, sites, livros e documentários, mesmo quando não concordo com todo seu conteúdo. Creio que o importante, agora, é a união de todos que perceberam algum aspecto da arapuca que nos aguarda num futuro próximo.

A única forma de resistir é unir os resistentes. O Ordem Natural está aberto a parcerias com sites e blogs dispostos a resistir às mudanças civilizacionais que vão criar um governo mundial totalitário.

 "Dividir pra conquistar" é a estratégia dos tiranos. Unidos seremos mais fortes!


Ale Costa
Ordem Natural

.

O futuro é um pasto



Diz o provérbio que toda sabedoria humana tem limites; a burrice, por sua vez, é infinita. Este adágio tornou-se fato incontestável no Brasil e pode ser verificado nas mais variadas circunstâncias, principalmente no debate público, mas também nas conversas de esquina.

Diferente da ignorância, a burrice se alastra independentemente das informações em circulação. O burro não é aquele que ignora, mas sim aquele que continua pensando da mesma forma diante de uma realidade diferente daquela que imaginava. Como exemplo, podemos diferenciar os dois tipos da seguinte forma: o ignorante é aquele que vota no político corrupto; burro é o que continua votando mesmo depois de conhecer a safadeza, apenas para continuar adaptado à sua ideologia.

Domesticado há milênios, o burro costuma ser um animal solitário. Na sociedade humana os burros pensam e agem coletivamente, como uma manada (ou burricada, mais precisamente).  Com todo o respeito ao Equus africanus asinus, o que vimos nas eleições municipais foi um enorme bando de burros fazendo um esforço incrível para escolher o pior entre os piores, fingindo que não sabiam o que estavam fazendo.

Podemos dizer com certeza que nem mesmo as pessoas mais inteligentes estão imunes às investidas da estupidez. Esta permanece latente no fundo escuro de toda mente humana e se manifesta toda vez que alguém insiste em negar a realidade.

A influência das ideologias revolucionárias corroeu a percepção natural da maioria das pessoas, que tendem a rejeitar a realidade quando esta não combina com sua ideologia.  Vem à tona, então, a burrice e todos os artifícios necessários à sua camuflagem - uma mentira nunca anda sozinha...

Aliando esta bola de neve aos efeitos da revolução cultural, que durante décadas corroeu todo o conjunto de valores que estruturavam e protegiam a nossa sociedade, teremos uma avalanche de mentiras infiltradas no senso comum que orienta as decisões de um governo cada vez mais totalitário. Vejo o futuro próximo como um imenso e nebuloso terreno onde muitos devem continuar pastando mesmo durante o Apocalipse.


.

Falando de música



Só agora consegui um tempo para escrever sobre a ótima tarde que tive no sábado passado. Em uma reunião de família consegui o que a cada dia está ficando mais raro: uma interessante conversa sobre música. Com meus irmãos, meus primos e um grande amigo, revivi algo que anda fazendo falta.

Mesmo sem tocar nada, sempre vivi muito próximo ao universo da música, inclusive profissionalmente.  O despertar desse interesse, no entanto, eu devo a estes com quem conversei semana passada.  Foi na casa do meu primo Antonio que descobri o gosto pela música, pela sua compreensão. Acho que ainda não tinha 10 anos e já ficava ali, xeretando as conversas dos primos mais velhos, que sempre giravam em torno de apenas dois assuntos: mulher e música.

Naquelas tardes de domingo cada disco tinha uma história, cada banda uma curiosidade, cada música era minuciosamente analisada e até as capas entravam na discussão. Hoje não encontro mais esta paixão e as pessoas parecem simplesmente aceitar as escolhas da indústria do entretenimento. Acredito ser este desinteresse uma das causas para a inegável decadência da qualidade musical em nossos dias.


Nostalgia:
Poucas músicas lembram tanto aquela época:



.

Ainda sobre o ateísmo - Resposta a uma leitora educada



Resolvi fazer esta postagem como forma de responder a alguns comentários feitos por uma leitora educada, com quem posso ter sido mal-educado. Peço desculpas pelo tom, que certamente foi influenciado por vários comentários anônimos com os mesmos argumentos, mas sem a mesma educação.

Sheise é educada e merece ser tratada com mais respeito, mas isso não torna certa sua argumentação. Primeiro ela alega que é intolerância da minha parte definir o ateísmo como burrice.  O fato de eu estar debatendo esse assunto em meu blog, ao invés de simplesmente deletar seu comentário prova, ou deveria provar, que isso não é verdade. Tolero sua opinião, como tolero todos os ateus, mas isso não me impede de ver no ateísmo uma superficialidade que limita a  capacidade cognitiva.

Não pretendo provar nada pra ninguém nem convencer quem quer que seja, mas desconfio que a existência de valores universais é uma das provas da existência de uma inteligência superior; que a relação de causalidade é necessária para a existência de todo e qualquer ente; e acredito principalmente que o testemunho de bilhões de pessoas, que ao longo da História declararam alguma experiência com este Ser Superior, deveria valer alguma coisa...

Indo além da questão da existência de Deus, sem, no entanto, refutar qualquer um dos argumentos científicos ou filosóficos existentes há séculos (o Motor Imóvel de Aristóteles, os postulados de Erasmo, Leibniz e Descartes sobre a "necessidade" do Ser "necessário" para a existência do "contingente", ou o Argumento Ontológico de Santo Anselmo), ela alega, por exemplo, que o Brasil é recordista de religiões e no crescimento das igrejas evangélicas. Ambos são fatos verificáveis, mas nenhum deles desmente o crescimento do ateísmo, seja no aumento do número de ateus, seja na sua influência na sociedade, nem comprova que exista uma perseguição aos ateus no Brasil. Isso pode acontecer no Irã, Arábia Saudita e Catar, por exemplo. Nestes países a única crença aceita é da que "Alá é o único Deus e Maomé é seu profeta". Mas mesmo nestes lugares os perseguidos favoritos são os Cristãos. O Egito que resultou da “primavera árabe” é um exemplo vivo desse paraíso de tolerância.

Como sempre, ateus militantes atacam o Cristianismo misturando a idéia com sua aplicação prática e  valendo-se dos mitos que eles mesmos criaram. Cruzadas e Inquisição são os temas favoritos dos ignorantes. Apesar de erros inquestionáveis, crimes católicos ou protestantes são insignificantes quando comparados aos crimes cometidos pelos regimes ateus, que apenas no século XX mataram mais de 100 milhões de pessoas.

Voltando ao Brasil, a tramitação ou aprovação de inúmeras leis, regimentos e medidas administrativas que proíbem crucifixos, liberam o aborto e a eutanásia, por exemplo, são provas cabais do crescimento da influência política e legislativa do ateísmo.

Para finalizar, não acredito na perfeição de qualquer organização humana, e quem me conhece sabe quantas críticas tenho com relação ao posicionamento político da Igreja. Mas sempre que ouço críticas gratuitas ou mistificadas, gosto de fazer uma pergunta àqueles que tanto criticam a Igreja Católica:

"A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos; 2.370 jardins de infância."

E você, o que tem feito de bom?

.

Paciência


Peço paciência aos comentários ainda não publicados ou não respondidos. Também estou em débito com os leitores que mandaram e-mails e estão sem resposta. Neste final de semana prometo responder a todos.

De  hoje em diante pretendo atualizar o blog com muito mais freqüência.
Obrigado.
Ale.

3ª Guerra Mundial - Mas será a Turquia?


A Terceira Guerra Mundial (3GM) parece se aproximar a cada dia. Somente em duas ocasiões o mundo esteve tão instável e tão próximo de um conflito de proporções globais. Infelizmente isto aconteceu antes das duas grandes guerras, nas duas primeiras décadas do século XX e, depois, 20 anos mais tarde.

A instabilidade do panorama internacional ganhou força.nos últimos dias com a decisão do parlamento turco de autorizar um eventual ataque ao território sírio. Erdogan, o primeiro-ministro da Turquia, mente descaradamente quando diz que não pretende utilizar o dispositivo legal e ao mesmo tempo ordena ataques por três dias seguidos nas cidades da fronteira entre a Síria e a Turquia. Um conflito entre Turquia e Síria pode rachar o mundo islâmico e contribuir para um eventual ataque israelense contra o Irã, aliado tradicional da Síria. E todos sabemos que um conflito entre Irã e Israel pode iniciar a 3GM.

Essa indisposição entre Síria e Tuquia não é nova, mas de certa forma essa decisão parlamentar surpreendeu. Erdogan é criticado por muitos líderes muçulmanos por ser "ocidental" demais, quando na verdade sua "ocidentalidade" se resume a ter alguns inimigos em comum com as potências ocidentais. 

Israel x Irã; China x Japão, Índia x Paquistão, Coreia do Sul x Coréia do Norte... Precisava mais um?

Tudo isso sem falar nos conflitos mais profundos: Oriente x Ocidente; Coletivismo x Liberdade Individual

Será a Turquia a botar fogo no pavio e iniciar a 3ª Guerra Mundial?

(continua)


.

Porque vou anular


Não, eu não acredito neste teatro!

Devo anular o meu voto no primeiro turno das próximas eleições municipais. Digo devo porque não tenho controle sobre o desenrolar dos fatos e apenas os idiotas não mudam de ideia diante de novos fatos. Acredito que devemos ser rígidos com os princípios, não com algo efêmero como as idéias ou as vontades.

Voltando ao voto, devo anular porque tenho certeza que nenhum dos atuais candidatos deve governar minha cidade. Os motivos são variados: alguns por incompetência, outros por despreparo, todos por ideologia e boa parte por desconfiança. Não tenho nenhuma prova contra ninguém, mas não compraria um carro usado de nenhum deles*.

Não me sinto representado por nenhum partido político e os poucos políticos que se aproximam desse ideal são cada vez mais raros. Nenhum candidato à prefeitura da minha cidade defende os princípios que tenho como valiosos. Ao contrário! Todos prometem aumentar ainda mais o poder do Estado, dando mais e mais força para o Governo se meter na nossa vida**.

Minha decisão nada tem a ver com a chance de conseguir uma nova eleição devido ao grande número de votos “inválidos”. Nem tenho certeza se existe esta possibilidade na nossa Constituição, já vi gente defendendo que “sim, se a maioria votar nulo ou branco teremos novas eleições sem os atuais candidatos”, mas vi juristas dizendo que “não, não é possível esta interpretação”, o que é uma pena! De qualquer forma, a “anulada” que darei no dia 7 de outubro nada tem a ver com isso, repito.

Vou anular o meu voto porque todos os candidatos propõem medidas que vão aumentar o poder e o alcance do governo e na mesma medida diminuir a responsabilidade, o direito e a liberdade do indivíduo. Todos que pedem meu voto são burocratas moldados pelo “politicamente correto” e saibam ou não estão a serviço do Grande Leviatã***, essa “entidade” que se alimenta da burocracia e cresce no vazio deixado pela recusa em defender a liberdade individual.

O poder de um governo deve ser proporcionalmente inferior ao direito do homem de bem. Em defesa desta que é a minha “causa” política, grito para quem quiser ouvir – e ninguém precisa seguir: “Eu voto nulo!”

Tá pensando que é de graça?

* Além de não confiar nos políticos que nos governam e se candidatam a governar, não confio muito no sistema eleitoral brasileiro. Já ouvi muitos rumores sobre a fragilidade do Voto Eletrônico. Veja mais em www.fraudeurnaseletronicas.com.br

** Escrevi dois textos longos sobre este assunto (Confissões de um ex-petista e PT e PSDB, tudo a ver!) e preciso localizá-los. O primeiro foi escrito exatamente no dia que o Supremo Tribunal Federal recebeu a denúncia contra o Mensalão (2007), o outro é um pouco mais novo. Publiquei não lembro onde e agora não encontro! Publicarei aqui no blog Ordem Natural assim que encontrar.

*** Existem várias postagens sobre o “Leviatã”, meu inimigo favorito (rs).

.

Os covardes da Revista Placar



A ofensa praticada pela revista Placar, mais uma vez, comprova que o Cristianismo é o alvo prioritário de toda revolução cultural. A prova se encontra não apenas no conteúdo da revista, banal e vulgar como sempre, mas também na reação anêmica da chamada "opinião pública". 

Os Cristãos são maioria no Brasil, mas a sua disposição para defender seus princípios é sempre tão débil que chega a ser ridícula quando comparada à fúria islâmica diante do menor sinal de ofensa à sua crença. Os jornalistas da revista Placar são apenas idiotas covardes, como todos os outros que escolhem polemizar com o Cristianismo exatamente porque não precisam temer as represálias.


.

3ª Guerra Mundial fica mais evidente

Tudo pronto para a 3ª Guerra Mundial

3ª Guerra Mundial:  Avançando um pouco sobre o que escrevi numa postagem anterior (A 3ª Guerra Mundial já começou), não será preciso muito espaço para mostrar como o panorama político piorou bastante nestas últimas semanas.

A revolta islâmica se espalhou e levou o “Inverno islâmico” a outros países. O suposto motivo foi a divulgação do filme “Inocência dos Muçulmanos”, uma bobagem sem importância que está sendo usada por ambos os lados desta guerra de nervos entre Oriente e Ocidente, guerra que a cada dia está mais aflorada. Escreverei sobre esse ponto específico em breve (até porque tem relação direta com o que vai a seguir), agora falaremos sobre o conflito mais evidente e mais importante do ponto de vista das possíveis consequências envolvidas.

Irã x Israel

Nos EUA a instabilidade nas relações entre israelenses e americanos pode influenciar as eleições e as posteriores ações do futuro presidente. Apesar dos crentes em Barack Hussein Obama, o Iraque e o Afeganistão estão ainda piores do que antes e ninguém sabe o resultado futuro das rugas entre o candidato americano e o Primeiro Ministro de Israel. Obama parece não estar alinhado com Benjamin Netanyahu e já deixou isso claro em uma conversa com Nicolas Sarkozy e em outra com Dmitri Medvedev. Os fatos: Mitt Romney já declarou total apoio a Israel nesse entrevero com o Irã; jogando para a torcida Obama fica sobre o muro e irrita os dois lados: despreza Israel e ameaça o Irã.

Por outro lado, Israel não parece disposto a esperar a definição das eleições americanas e pressiona para conseguir o apoio americano a um ataque “preventivo” contra o Irã ainda em Outubro. Segundo blogs israelenses, o IDF (Israel Defense Forces) está pronto para agir e espera apenas o apoio moral e logístico dos EUA. Por “logística” devemos entender ao menos um grande porta-aviões no Golfo Pérsico para abastecer a Força Aérea Israelense e os mísseis anti-bunker capazes de danificar as instalações nucleares iranianas situadas estrategicamente a 60 metros de profundidade. 

Um suposto (e complexo) plano de ataque vazou para um blog de Jerusalém. Um militar de alta patente que teme as conseqüências de um ataque ao Irã, teria vazado o plano que elenca 31 alvos, todos eles relacionados ao Programa Nuclear Iraniano. A descrição da tática e das armas necessárias é bem detalhada e coerente com a realidade estrutural e geográfica, o que dá credibilidade ao relato. Segundo este militar, que obviamente não se identificou, o sistema de proteção antiaérea israelense, um dos mais eficientes do mundo, não seria capaz de resistir à retaliação, esperada na forma de uma chuva de morteiros (até 30.000 são esperados no primeiro dia!).

Para colocar ainda mais pólvora nessa história, esta semana os líderes iranianos falaram contra Israel (Ali Housseini Khamenei na Tv e Mahmoud Ahmadinejad na ONU) e até ameaçaram um “ataque preventivo”. Netanyahu, que já ameaçou o Irã com o mesmo tipo de “precaução”, também foi duro na ONU, e fez até um desenho para ilustrar suas preocupações com programa nuclear do Irã. 

Falta apenas a faísca... 

(continua)

.

O exemplo da Islândia

Islândia
A Islândia deu um grande exemplo de como reconquistar sua soberania e recolocar o poder nas mãos do seu povo. O país foi um dos primeiros a afundar com a crise e sua economia explodiu em 2010. Então o povo se rebelou contra o salvamento do sistema financeiro. O excelente blog Guerra Silenciosa conta muito mais: http://marecinza.blogspot.com.br/

.

LS3 - O Soldado do Presente



Este aí é o último brinquedinho da Darpa (The Defense Advanced Research Projects Agency) fabricado pela Boston Dynamics. O LS3 já existe há alguns anos, mas essa é a mais recente versão, apresentada pela empresa em setembro de 2012.

Esta configuração de carga do Legged Squad Support System, ou simplesmente LS3, oficialmente deverá servir como apoio às tropas da Marinha (o feioso é capaz de carregar 400 kg). A versatilidade do projeto LS3 permite adaptar o robô para as funções de patrulhamento, reconhecimento de terreno, captura e destruição de seres humanos ou de outros robôs. Com apenas alguns acessórios pode se tornar um soldado difícil de ser combatido. 

.

Horário Eleitoral



.

Burros e Imorais



Esta semana o STF (Supremo Tribunal Federal) vai definir se um livro do Monteiro Lobato deve ou não ser lido nas escolas públicas (e privadas!). Segundo uma entidade, o livro retrata a Tia Anastácia de forma "racista". Ao mesmo tempo o MEC (Ministério da Educação) aprova a distribuição de um livro infantil que aborda masturbação e homossexualismo. Em tempo: o livro é indicado para crianças de 10 anos.

Caiu a ficha?

Ignorar que a cultura brasileira está sendo sistematicamente destruída e em seu lugar está sendo implantada uma subcultura burra e vulgar deixou de ser uma incapacidade intelectual e passou a ser um desvio de caráter.

Estas duas notícias são apenas gotas num oceano de baixaria e miséria intelectual. A cada dia surgem novas provas: a estupidez se instalou nos corredores do poder, nos tribunais, nas universidades e na imprensa de maneira irreversível. Fingir que esse fato não terá conseqüências desastrosas é desonestidade intelectual, inconcebível a uma pessoa desprovida de má-fé.

Tenho nojo das pessoas que contribuem para esta decadência, mas sinto o mesmo pelas que ignoram ou fingem ignorar a situação atual. Seja por burrice, seja por covardia.

.

A Nova Ordem Mundial e o Brasil



O Brasil perante os conflitos da Nova Ordem Mundial
Olavo de Carvalho 
OAB São Paulo - 2004

Qual o papel do Brasil na Nova Ordem Mundial? A falta de informação no Brasil é tão grande, que os temas abordados pelo Professor Olavo de Carvalho nesta palestra de 2004, na OAB, ainda não chegaram à pauta da imprensa  ou às conversas dos  "intelequitoais" brasileiros. Nestes últimos 8 anos (!) o totalitarismo avançou em várias frentes e quem está acompanhando o assunto sabe perfeitamente disso. Esse vídeo, no entanto, não é útil apenas por ser preciso na análise do grupo globalista. Sua análise continua válida quase uma década depois porque explica todos os fundamentos da implantação deste Governo Mundial Totalitário que avança sem resistência.

Como uma espécie de continuação desta exposição, leia o debate Os Estados Unidos e a Nova Ordem Mundial que o professor Olavo de Carvalho teve com o Aleksandr Dugin, pensador russo e ideólogo do eurasianismo, um movimento político liderado por Vladimir Putin e Dimitri Medvedev. Este debate, inclusive,  saiu agora em forma de livro.

.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...