Primeiros Passos - Parte 2

Dando sequência às dicas para desenvolver a inteligência e ampliar o conhecimento, estou relacionando mais alguns conteúdos que podem ajudar no início da jornada em busca da Verdade. Como eu já disse na postagem anterior, não se trata de "ensinar" nada, apenas de compartilhar e ordenar informações de qualidade. Como acredito que o conhecimento é como um edifício que precisa de estruturas para se sustentar, colquei uma certa ordem para facilitar a "construção". Por isso, é importante seguir a ordem das postagens e é necessária muita dedicação. Espero ajudar. Comigo, ao menos, tem funcionado.

1 - Leia Confissões, de Santo Agostinho
A confissão perante um juiz onisciente é a mais eficiente técnica de autoconhecimento que eu conheço e deve ser por isso que ela está presente na vida de muitos sábios desde os primórdios do Cristianismo. Mais do que contar sua história ao analista, quando você mergulha nos seus atos, palavras e pensamentos diante de alguém que sabe exatamente o que você fez, sua vida deixa de ser um emaranhado de fatos desconexos e começa a mostrar uma unidade na forma e no conteúdo das experiências e nas imaginações. Esta unidade que vai se formando com lembrnças e descobertas é extremamente necessária para que a aquisição de novos conhecimentos se incorpore à sua personalidade. Além de funcionar como uma eficiente psicanálise ao rastrear sua real existência, a confissão traz a vantagem de aprender sobre si mesmo, já que o único juiz onisciente é Deus, e Ele sabe mais de você do que você mesmo.

O livro Confissões de Santo Agostinho é uma das poucas obras filosóficas completas. Ele encerra em suas páginas toda uma forma de pensar e agir, toda prática filosófica de um dos mais inteligentes autores da história. Após uma leitura comprometida e atenta, Confissões pode mudar sua vida! Link para baixar o livro

2 - Leia Inteligência e Verdade, de Olavo de Carvalho
Inteligência, no sentido em que aqui emprego a palavra, no sentido que tem etimologicamente e no sentido em que se usava no tempo em que as palavras tinham sentido, não quer dizer a habilidade de resolver problemas, a habilidade matemática, a imaginação visual, a aptidão musical ou qualquer outro tipo de habilidade em especial. Quer dizer, da maneira mais geral e abrangente, a capacidade de apreender a verdade. A inteligência não consiste nem mesmo em pensar. Quando pensamos, mas o nosso pensamento não capta propriamente o que é verdade naquilo que pensa, então o que está em ação nesse pensar não é propriamente a inteligência, no rigor do termo, mas apenas o desejo frustrado de inteligir ou mesmo o puro automatismo de um pensar ininteligente. O pensar e o inteligir são atividades completamente distintas. A prova disto é que muitas vezes você pensa, pensa, e não intelige nada, e outras vezes intelige sem ter pensado, numa súbita fulguração intuitiva. Link para o artigo completo

3 - Leia O Ofício do Sábio, de São Tomás de Aquino
O uso comum que, no entender do Filósofo (Aristóteles), deve ser seguido quando se trata de dar nome às coisas (Tópicos, II, 1, 5), manda que se chamem sábios aqueles que organizam diretamente as coisas e presidem ao seu reto governo. Entre outras idéias, o Filósofo afirma que "o ofício do sábio é colocar ordem nas coisas" (I Metafísica, II, 3). Ora, todos quantos têm o ofício de ordenar as coisas em função de uma meta devem haurir desta meta a regra do seu governo e da ordem que criam, uma vez que todo ser só ocupa o seu devido lugar quando é devidamente ordenado ao seu fim, já que o fim constitui o bem de todas as coisas. Link para o artigo completo

4 - Leia O Abandono dos Ideais, de Olavo de Carvalho
Quando as palavras saem da moda, as coisas que elas designam ficam boiando no abismo dos mistérios sem nome; e como tudo o que é misterioso e inexprimível oprime e atemoriza o coração humano com uma sensação de cerceamento e impotência, é natural que a atenção acabe por se desviar desses tópicos nebulosos e constrangedores. Pois o que desaparece do vocabulário logo acaba por desaparecer da consciência: o que não tem nome não é pensável, o que não é pensável não existe — tal é a metafísica dos avestruzes. Só que a coisa desprovida do direito à existência continua a existir numa espécie de extramundo, inominada e inominável, tanto mais ativa quanto mais secreta, tanto mais temível quanto mais envolta nas pompas tenebrosas do nada. A restrição do vocabulário povoa o mundo de temores e presságios. Link para o artigo completo

5 - Leia o diálogo Fédon (Da Alma) - De Platão
Porém devemos, senhores, considerar também o seguinte: se a alma for imortal, exigirá cuidados de nossa parte não apenas nesta porção do tempo que denominamos vida, senão ao longo de todo o tempo, parecendo que se expõe a um grande perigo quem não atender esse aspecto da questão. Pois se a morte fosse o fim de tudo, que imensa vantagem não seria para os desonestos, com a morte livrarem-se do corpo e da ruindade muito própria juntamente com a alma? Agora, porém, que se nos revelou imortal, não resta à alma outra possibilidade, se não for tornar-se, quanto possível, melhor e mais sensata. Link para baixar o livro

2 comentários:

Pablo disse...

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LEANDRO CHH disse...

Ale.
Gostei da ideia de colocar links para download de livros juntos das postagens, pois sabemos o quanto é dificil o acesso a bons livros ao nosso povo. Principalmente com professores desmotivados devido a baixo salários e até pelo desinteresse dos alunos diante do modelo educacional aplicado hoje no Brasil.
Mantenha contato para parcerias, podemos desenvolver um trabalho legal, pois vi em seu modelo ideias parecidas com as que uso no Construindo História Hoje.
Saudações.

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